Em 2026, a Xiaomi finalmente pode colocar no mercado o seu smartphone dobrável em três. A marca já havia provocado esse formato anos atrás, ao exibir um conceito em 2019.
Os smartphones dobráveis deixaram de ser exatamente uma novidade em 2025. Por isso, para continuar parecendo à frente, algumas fabricantes passaram a apostar em modelos que se dobram em três. A lógica é simples: com um ecrã dobrável, dá para manter um aparelho compacto no bolso e, quando necessário, abrir tudo e ganhar uma área de visualização bem maior, de tamanho XXL.
Quem saiu na frente nessa categoria foi a Huawei, há cerca de um ano, com o Huawei Mate XT. E a resposta da Samsung já está no papel (e no palco): há poucos dias, a empresa sul-coreana apresentou o Galaxy Z Trifold, que, totalmente aberto, entrega um ecrã de 10 polegadas para trabalhar com mais espaço.
Xiaomi e o próximo dobrável em três: certificação e lançamento no ano que vem
O próximo modelo dobrável em três a dar as caras pode ser, justamente, da Xiaomi. Pelo menos é isso que sugere uma apuração publicada pelo site Android Authority. Segundo o veículo, uma fonte indica que a Xiaomi já teria obtido uma certificação para o seu primeiro smartphone desse tipo.
A mesma matéria também menciona uma publicação de Yogesh Brar no X (perfil frequentemente citado pela imprensa), afirmando que o smartphone dobrável em três da Xiaomi estaria previsto para o ano que vem.
Como sempre, vale manter a cautela: nada disso foi confirmado oficialmente até agora. Ainda assim, faz sentido lembrar que a Xiaomi foi uma das primeiras marcas a imaginar, publicamente, um aparelho que se dobra em três. Lá em 2019, quando os primeiros dobráveis começavam a chegar às lojas, a empresa já mostrava um conceito de dobrável em três que, para a época, parecia realmente revolucionário.
Além do apelo de inovação, esse formato também traz desafios claros: dobradiças mais complexas, mais pontos de tensão no ecrã e maior exigência de optimização de software para que as transições entre modos (fechado, semiaberto e totalmente aberto) sejam fluidas. Na prática, o sucesso dessa categoria tende a depender tanto da engenharia quanto da experiência de uso no dia a dia.
Outro ponto que pode pesar é o posicionamento de preço. Em geral, dobráveis continuam no topo da tabela e são comprados por um público que procura produtividade e multimédia numa só peça. Se a Xiaomi conseguir equilibrar custo, resistência e uma boa integração com apps, pode ter espaço para crescer mesmo em mercados onde a adopção ainda é mais lenta.
Vendas de smartphones dobráveis em alta, à espera da Apple
Mesmo que os smartphones dobráveis ainda não conquistem a maioria dos utilizadores, o segmento vem performando bem. De acordo com dados da Counterpoint Research, no terceiro trimestre as expedições teriam aumentado 14% na comparação ano a ano. O volume de smartphones dobráveis enviados também teria atingido um novo recorde.
Essa evolução seria puxada principalmente pelos modelos no formato “smartphone-tablet”, como o Galaxy Z Fold 7 da Samsung. No terceiro trimestre, a Samsung teria liderado o mercado de dobráveis com 64% de participação. Já a Xiaomi teria ficado com 2%.
Enquanto isso, o mercado segue com expectativa em torno da Apple, que continua fora desse segmento - o que costuma alimentar especulação sobre quando (e como) a empresa entraria na disputa dos dobráveis.
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