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Revolut: o que é o "modo rua" lançado no app do banco?

Homem usando smartphone com ícone de escudo de segurança em rua movimentada ao ar livre.

Os furtos e roubos de smartphones dispararam e podem causar um estrago enorme no seu bolso. Para responder a esse cenário, a Revolut está liberando uma nova camada de proteção para clientes: o modo rua.

Na França, o roubo de celular virou um problema de grandes proporções, com cerca de 600 mil aparelhos levados todos os anos - e a tendência costuma piorar à medida que o período de festas se aproxima. O ponto crítico é que, além do aparelho em si, criminosos podem tentar usar o acesso ao telefone para chegar a dados e operações bancárias da vítima.

Um golpe que vem se popularizando é o chamado “assalto por transferência” (transfer mugging). A lógica é simples e perigosa: o criminoso obriga a própria vítima a passar pelas etapas de segurança e a autorizar uma transferência, muitas vezes sob ameaça. Enquanto o telefone permanece desbloqueado, surge uma janela de oportunidade extremamente eficiente: dá para abrir o app do banco, aumentar limites, e até pressionar a pessoa a fazer uma selfie de confirmação.

Em questão de minutos, um roubo de smartphone pode se transformar em perdas financeiras relevantes. É exatamente nesse contexto que a Revolut lança o modo rua, com uma meta clara: bloquear ou dificultar transferências de alto valor quando o usuário estiver fora de áreas consideradas seguras.

Modo rua da Revolut: uma camada de segurança baseada em localização

O funcionamento do modo rua depende da localização. Na prática, o cliente define “locais de confiança”, como casa, trabalho ou até um hotel durante uma viagem. Enquanto o usuário estiver dentro dessas áreas, as transferências seguem o fluxo normal. Ao sair delas, entra em ação uma proteção extra.

A partir daí, qualquer tentativa de transferência acima do limite estabelecido pelo próprio cliente fica adiada por uma hora quando realizada fora de um local de confiança. Depois desse período, a operação ainda exige verificação biométrica. Esse atraso cria uma espécie de “câmara de segurança” que ajuda a impedir transferências forçadas caso o celular tenha sido roubado.

Como ativar e ajustar os “locais de confiança”

Para ligar o modo rua, é preciso abrir o app e ir em Segurança, depois acessar a aba Proteção dos ativos. Os locais de confiança podem ser incluídos ou alterados a qualquer momento. Porém, quando o modo já está ativo, mudanças nesses locais só passam a valer após um prazo de uma hora.

Segundo Rami Kalai, chefe de produto do banco digital, “o modo rua é um escudo inteligente, sensível à localização, que se adapta aos lugares onde os clientes precisam de um nível extra de proteção e traz mais tranquilidade quando estão em deslocamento”. Ainda assim, a própria Revolut ressalta que o recurso não oferece proteção total.

Boas práticas para reduzir o risco em caso de roubo

Além do modo rua, algumas medidas complementares ajudam a diminuir o impacto de um incidente: manter biometria e senha sempre ativas, evitar deixar aplicativos financeiros facilmente acessíveis na tela inicial e revisar com frequência os limites de transferência. Também vale habilitar recursos do sistema do celular para localizar, bloquear e apagar dados remotamente.

Outra recomendação importante é criar rotinas de resposta rápida: saber onde ficam as opções para bloquear o app bancário, alterar senhas e desativar cartões. Em situações de coação, cada minuto conta - e ter esses caminhos memorizados pode fazer diferença.

Revolut em números

A avaliação de mercado da neobanco já chega a US$ 75 bilhões. No total, a Revolut soma mais de 65 milhões de clientes pessoa física no mundo, incluindo mais de 5 milhões na França.

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