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Teste do Asus ProArt P16: finalmente é um rival de peso para o MacBook Pro da Apple?

Pessoa editando vídeo de vulcão em laptop ASUS, com câmera e mesa de madeira ao fundo.

A promessa é tentadora: com o ProArt P16, a Asus quer colocar na mochila dos criativos um notebook capaz de encarar o MacBook Pro de frente. Mas, no uso real, essa ambição se confirma? É o que você confere neste teste completo.

Seja para quem edita vídeo, projeta arquitetura ou trabalha com fotografia, a demanda por processamento só cresce. Até pouco tempo, a resposta “segura” era recorrer a estações de trabalho fixas - potentes, barulhentas e presas à mesa.

Só que o trabalho criativo ficou cada vez mais itinerante: a inspiração aparece na rua, no set, no cliente, na reunião de brainstorming. No fim das contas, o computador ideal precisa entregar desempenho de sobra sem deixar de ser um equipamento que dá para carregar no dia a dia.

Faz tempo que os fabricantes tentam resolver essa equação. Alguns chegaram bem perto - a Apple, com os MacBook Pro, é o exemplo clássico, graças ao controle total de hardware e software. No universo Windows, a história foi mais irregular por anos. Até que novas arquiteturas de CPU e as gerações recentes de chips NVIDIA mudaram o jogo.

A ASUS diz que o ProArt P16 (H7606WP-DRFSC114X) é a resposta mais madura para esse cenário. No papel, é difícil discordar: processador AMD Ryzen AI 9 HX 370 de última geração, GPU NVIDIA GeForce RTX 5070 com 8 GB de memória GDDR7, 64 GB de RAM LPDDR5X e 4 TB de SSD. Tudo isso em um chassi de 1,85 kg e pouco mais de 1,7 cm de espessura.

Ok, mas e na prática? A marca nos emprestou uma unidade no começo de julho para testes - e ela virou nossa máquina principal de produção até o fim de outubro.

Quatro meses é muito e é pouco ao mesmo tempo. Muito para o time de imprensa da Asus, que certamente queria o notebook de volta antes. Pouco para nós, porque o tempo passou voando e a vontade era ficar com ele mais um pouco, apesar de alguns pequenos poréns. Vamos aos detalhes.

Compact et bien équipé

Logo no primeiro contato, o ProArt P16 impressiona. Não é tão pesado assim (1,85 kg) e é bem fino (17 mm), com acabamento preto fosco “Nano Black”, texturizado e resistente a marcas de dedos. O chassi em liga de alumínio passa aquela sensação de rigidez e densidade de produto premium. Nada range, nada entorta. A certificação militar MIL-STD 810H não soa apenas como marketing; é um notebook feito para aguentar o tranco.

Com 1,85 kg, ele não entra na categoria de ultrafinos. Ainda assim, para uma workstation com tela de 16”, uma GPU desse nível e um sistema de refrigeração robusto, é surpreendentemente leve. Cabe na mochila sem “armar” e incomoda muito menos do que um notebook gamer de potência parecida.

O teclado tem curso confortável de 1,7 mm, é silencioso e certeiro - ótimo para longas sessões de escrita. O trackpad é enorme e extremamente preciso. Ele também abriga o DialPad, uma espécie de roda de controle virtual. Você faz a área aparecer no canto superior esquerdo com um gesto simples: falaremos mais sobre isso adiante.

A conectividade é bem completa: 1x USB-C 4.0 Gen 3, 1x USB-C 3.2 Gen 2, 2x USB-A 3.2 Gen 2, HDMI 2.1 em tamanho padrão, 1x conector de áudio (P2) e leitor de cartão SD Express 7.0. Para fotógrafos e videomakers, é uma mão na roda: o padrão promete velocidades teóricas próximas de 1 GB/s, tornando a cópia dos arquivos algo bem menos doloroso - desde que você use cartões SD compatíveis, claro. Por fim, há webcam com módulo infravermelho compatível com Windows Hello para reconhecimento facial seguro.

Un excellent écran pour une utilisation professionnelle

A tela é um painel OLED sensível ao toque de 16” com resolução 3840 x 2400 pixels no formato 16:9. Ela é validada pela Pantone e sai calibrada de fábrica com Delta E (margem de erro de cor) abaixo de 1. Na prática: o que você vê é o que vai para a impressão, sem desvios perceptíveis a olho nu.

A cobertura de 100% do espaço DCI-P3 (padrão do cinema digital) deixa o painel perfeito para color grading. O tempo de resposta de 0,2 ms elimina borrões de movimento (ghosting). A imagem é extremamente limpa, e a certificação VESA DisplayHDR True Black 500 garante ótima faixa dinâmica para trabalhar com HDR. O brilho máximo chega a 400 nits (500 nits em pico HDR), o que ajuda a manter a leitura em ambientes externos.

Muito definido, rápido ao toque e com fidelidade de cor excelente… será que a Asus achou a tela ideal? Quase - porque a taxa de atualização para em 60 Hz. Vamos ser honestos: para 90% do trabalho criativo, isso não vira problema. Filmes rodam a 24 fps; vídeos do YouTube, a 30 ou 60. Fotógrafos, designers, arquitetos e afins não vão notar diferença dentro dos softwares.

Só que, numa época em que a maioria das telas de celular e tablet chega a 90, 120 ou até 240 Hz, dá para perceber menos fluidez na navegação do sistema. No fim, não é nada dramático: a ASUS assume a escolha, que não prejudica o público profissional e ainda evita inflar o preço.

La performance avant tout

O ProArt P16 vem com processador AMD Ryzen AI 9 HX 370, GPU NVIDIA GeForce RTX 5070 e 64 GB de RAM LPDDR5X (não expansível). É configuração de topo em desempenho. O Ryzen AI 9 traz 12 núcleos (24 threads) e encara renders 3D pesados no Blender sem pestanejar. O diferencial aqui é a presença de uma NPU (processador neural) de última geração.

Na prática, isso muda bastante. Pegue o Adobe Photoshop: filtros neurais (Neural Filters) e seleção de assunto ficam quase instantâneos. No Lightroom, aplicar máscara de redução de ruído por IA acontece com muita rapidez. Programas que tiram proveito de NPU ganham um belo empurrão, e o processador principal fica mais livre - o que ajuda na sensação geral de agilidade.

A RTX 5070, por sua vez, é música para os ouvidos de videomakers e designers (entre outros). Baseada na arquitetura “Blackwell” da NVIDIA e com 8 GB de GDDR7 muito rápida, ela coloca essa máquina em outro patamar. Os novos encoders/decoders (NVENC) lidam com H.265, AV1 e ProRes.

A edição em 4K ProRes é totalmente fluida. A renderização de um projeto 4K complexo no Adobe Premiere Pro pode ser até duas vezes mais rápida do que na geração anterior.

Por fim, os 64 GB de RAM permitem abrir ao mesmo tempo programas pesados como Premiere Pro, After Effects e Photoshop sem sufoco. Quem trabalha com 3D vai gostar do ray tracing em tempo real no Blender: dá para ajustar iluminação ao vivo, sem perder tempo esperando.

Quem é mais geek provavelmente levantou a sobrancelha com “apenas 8 GB de VRAM”. Assim como os 60 Hz da tela, é uma decisão consciente. Para 98% dos usuários, 8 GB de memória de vídeo dão conta do recado. Mas, se você trabalha com cenas em 8K cheias de texturas gigantes ou quer editar vídeo 8K RAW, isso pode virar um gargalo. Felizmente, esse não é o caso da maioria.

O resfriamento fica por conta de um sistema com três ventoinhas, câmara de vapor e metal líquido. No modo “Performance”, as ventoinhas aparecem durante renders. O som é mais grave e contido, bem menos estridente do que em notebooks gamers. E, o mais importante: o desempenho se mantém por mais tempo, sem throttling exagerado (perda de potência por calor).

Logiciel : une (petite) touche d’Asus en plus

A Asus entrega o ProArt P16 com Windows 11 Pro e alguns apps próprios. O ProArt Creator Hub reúne ajustes de performance, perfis de cor e acesso a funções de IA. É a central para alternar entre os modos Performance, Standard e Silencioso, calibrar a tela e ativar o ASUS Oled Care para reduzir risco de burn-in. A interface é limpa e fácil de usar - trabalho bem feito. Também é ali que você configura o DialPad. Essa “roda” virtual no canto superior esquerdo do trackpad aparece com um gesto e dá acesso a controles do software em uso, quando há suporte.

É o caso do Adobe Creative Cloud. No Photoshop, ele ajusta tamanho e dureza do pincel ou permite zoom suave. No Premiere Pro, dá para percorrer a timeline com precisão para encontrar o ponto exato de trabalho. É mais direto e mais preciso do que usar só o trackpad. Seu app preferido não é reconhecido pelo DialPad? Aí você vai precisar “mexer nos bastidores” e criar um perfil específico. Não é sempre intuitivo, mas com paciência dá para fazer funcionar.

Apesar de ser indiscutivelmente útil, o DialPad sofre por ser virtual, já que não oferece feedback tátil como o “clique” de um controle mecânico de verdade. Para nós, ele é ótimo como quebra-galho e para uso em campo, mas não substitui uma roda física como a da MX Creative Console da Logitech.

StoryCube e MuseTree são duas aplicações de IA que a Asus destaca. O StoryCube promete organizar e classificar fotos e vídeos automaticamente com inteligência artificial. Na prática, ele funciona bem para lidar com milhares de arquivos, achar duplicados ou localizar uma imagem específica. O MuseTree, por outro lado, gera imagens criativas via IA. A interface é simples e os resultados são ok, mas ainda fica longe de soluções como Midjourney ou Stable Diffusion. É um extra divertido, não uma ferramenta profissional.

Une autonomie en berne (mais c’est normal)

Com o hardware do ProArt P16, não dava para esperar milagres de bateria. E, infelizmente, é isso mesmo. A bateria de 90 Wh (não removível) entrega, no melhor cenário, de 5 a 6 horas em uso moderado (trabalho leve, web, edição de imagem, um pouco de streaming etc.). Em uso pesado (export de vídeo, render 3D, revelação em lote de arquivos RAW etc.), a autonomia fica entre 2 e 3 horas no máximo. Com sorte e evitando tarefas mais pesadas, dá para atravessar um voo curto (tipo ponte aérea Rio–São Paulo), mas pouco além disso.

A Asus inclui um carregador rápido de 200 W com conector proprietário, capaz de recuperar 50% da carga em 35 minutos. Também dá para carregar pela USB-C 4.0 Gen 3, com Power Delivery de 100 W. Nesse caso, a carga é bem mais lenta, mas pode salvar em viagens - desde que você encontre um carregador de pelo menos 45 W.

Asus ProArt P16 : l’avis de Presse-citron

O ProArt P16 da Asus é, provavelmente, a melhor workstation portátil com Windows disponível hoje para criadores. A marca acertou ao colocar uma potência enorme em um chassi compacto e bem construído. A dupla Ryzen AI 9 HX 370 + RTX 5070 entrega desempenho que não cai, mesmo sob pressão. A tela OLED 4K é impecável em precisão de cor. A conectividade é completa, e teclado/trackpad estão no nível esperado. No que importa, é um conjunto muito, muito forte.

Os compromissos - tela de 60 Hz, autonomia curta, 8 GB de VRAM - são escolhas assumidas e coerentes com a proposta do produto. Para 95% dos usuários, não serão um problema. Só quem trabalha em 8K ou passa o dia inteiro longe de tomada vai ter motivo para reclamar. Para o resto, é quase um tiro certeiro.

Resta o preço. Na configuração testada, o ProArt P16 custa 3800 euros. É caro - bem caro. Mas ainda fica abaixo de um equivalente da Apple. O MacBook Pro 16 M4 Pro com 48 GB de RAM e 4 TB de armazenamento sai por 4800 euros no site da marca. A menos que você seja fã incondicional da Maçã (o que é totalmente compreensível), a oferta da Asus parece mais interessante para criadores que buscam potência e mobilidade.

Asus ProArt P16

3800 €

8.8

Design & ergonomie

9.0/10

Ecran

9.0/10

Performances

9.5/10

Autonomie

7.0/10

Rapport qualité/prix

9.5/10

On aime

  • Performances globales
  • Qualité de l'écran
  • DialPad original
  • Clavier + trackpad confortables
  • Connectique fournie

On aime moins

  • Faible autonomie
  • Prix élevé mais justifié

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