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Esta semana na ciência: Moléculas em Marte, composto que reduz colesterol e mais!

Pesquisador em laboratório analisa imagem digital detalhada do cérebro humano em tablet.

Esta semana na ciência: moléculas orgânicas misteriosas em Marte seguem difíceis de explicar sem recorrer à vida; um composto que reduz o colesterol em comprimido diário; um procedimento experimental contra apneia do sono alcança 93% de sucesso; e outras descobertas que ajudam a iluminar - e também a complicar - o que pensamos saber sobre cérebro, espaço e saúde.

Em comum, os estudos abaixo mostram como a ciência avança por acúmulo de evidências: em alguns casos, resultados ainda preliminares (como em ensaios clínicos curtos) apontam caminhos promissores; em outros, modelos e medições desafiam explicações tradicionais e obrigam a comunidade a testar hipóteses alternativas com mais dados.

Perda de memória no Alzheimer é ligada a falhas no “modo de repetição” do cérebro

Um novo estudo com camundongos indica que a doença de Alzheimer atrapalha o “modo de repetição” do cérebro - um mecanismo associado à consolidação de lembranças - e isso pode contribuir diretamente para a perda de memória.

O ponto mais notável, segundo os autores, é que os eventos de repetição ainda acontecem, mas deixam de seguir a organização típica. Em outras palavras: não parece que o cérebro “desista” de consolidar memórias; o problema é que o próprio processo passa a ocorrer de maneira defeituosa, explica o neurocientista Caswell Barry.

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Procedimento experimental para apneia do sono mostra 93% de sucesso em testes com humanos

Um tratamento novo e ainda experimental para apneia do sono, baseado em um pequeno eletrodo implantável, apresentou taxa de sucesso de 93% em estudos com participantes humanos.

De acordo com o otorrinolaringologista Simon Carney, da Universidade Flinders, trata-se de um procedimento de cerca de 90 minutos, feito com orientação por ultrassom e com desconforto mínimo.

Um destaque importante é que a técnica conseguiu abrir as vias aéreas de pacientes que antes eram considerados inadequados para a estimulação do nervo hipoglosso por cirurgia.

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Colesterol remanescente cai mais de 60% em novo ensaio clínico com medicamento

Um composto chamado TLC-2716 demonstrou reduzir o colesterol remanescente no sangue em até 61% em um ensaio clínico curto.

Os pesquisadores relatam que todas as doses de TLC-2716 avaliadas foram seguras e bem toleradas.

Além disso, a equipe descreve “melhorias substanciais no metabolismo dos lípidos plasmáticos”. O facto de ser um medicamento por via oral também pode pesar a favor, por “comodidade para o paciente, menor custo e a possibilidade de combinar com outras terapias para reduzir lípidos”.

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Cientistas identificam proteína DMTF1 que reverte envelhecimento cerebral em laboratório

Em testes de laboratório, aumentar no cérebro os níveis de uma proteína chamada DMTF1 foi associado à reversão de sinais de envelhecimento cerebral, graças ao aumento no número de células estaminais neurais.

A equipa observou que a DMTF1 aparece em maior quantidade em cérebros mais jovens e saudáveis. Quando os investigadores acrescentaram mais dessa proteína, as células estaminais neurais foram estimuladas a crescer e a dividir-se - um efeito que, em teoria, poderia ajudar a recuperar a produção natural de neurónios típica de um cérebro mais jovem.

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Moléculas orgânicas em Marte continuam difíceis de explicar sem vida, aponta estudo liderado pela NASA

Uma análise liderada pela NASA sobre moléculas orgânicas encontradas em Marte concluiu que, por enquanto, elas ainda não podem ser explicadas de forma satisfatória apenas por processos conhecidos que não envolvam biologia.

Os cientistas avaliaram mecanismos não biológicos de deposição e formação capazes de levar esses compostos ao planeta. Entre os cenários considerados estão o transporte por poeira interplanetária, meteoritos, a precipitação de neblina atmosférica, química hidrotermal e reações como a serpentinização.

Mesmo somados, esses processos não chegaram perto da abundância original inferida para as moléculas detectadas.

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Algo ainda mais escuro do que um buraco negro pode estar no centro da Via Láctea: matéria escura fermiônica

Segundo um novo modelo, em vez de um buraco negro supermassivo, o núcleo da Via Láctea poderia ser uma grande concentração (um “aglomerado”) de matéria escura fermiônica.

O astrofísico Carlos Argüelles, do Instituto de Astrofísica La Plata, na Argentina, explica que a proposta não é apenas trocar o buraco negro por um objeto escuro. A ideia é que o objeto central supermassivo e o halo de matéria escura da galáxia sejam duas expressões da mesma substância contínua.

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