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O que é uma tela OLED: Explicamos de forma simples como essa tecnologia faz toda a diferença

Menino sentado assistindo TV com imagem dividida entre cidade ao amanhecer e prédio iluminado à noite.

Na hora de comprar uma TV, um celular ou um monitor, a gente acaba esbarrando numa sopa de letrinhas: OLED, LCD, IPS, VA, Mini-LED, QLED… E aí vem a dúvida inevitável: qual é “a melhor” tecnologia e o que realmente muda no dia a dia?

Como muita gente no Brasil passa várias horas por dia olhando para alguma tela (do smartphone no ônibus ao notebook no trabalho, passando pela TV à noite), faz sentido entender o básico do que está por trás desse vidro. A ideia aqui é traduzir os termos das fichas técnicas e deixar mais claro o que cada tecnologia faz - sem complicar.

Para simplificar, dá para dividir o mercado em duas grandes famílias: OLED e LCD. Só que você provavelmente já viu nomes como QLED, IPS, VA, Mini-LED ou micro-LED. Na prática, muitos deles são variações do LCD. Mas vamos por partes e começar pelo começo.

Qu’est-ce que le LCD ?

Você com certeza já ouviu o nome completo: tela de cristal líquido (Liquid Crystal Display). Por décadas, essa foi a principal forma de exibição em telas planas - uma mudança enorme (literalmente) em relação aos televisores de tubo. Dos anos 1970 até os anos 2000, essa tecnologia apareceu em computadores, TVs, relógios, celulares e muitos outros aparelhos.

Comment fonctionne le LCD ?

Uma forma fácil de imaginar o LCD é como um “sanduíche”. São duas placas de vidro com várias camadas no meio: uma de cristais líquidos, que molda a imagem conforme a corrente elétrica, e diferentes filtros - incluindo o de cor nas telas modernas e dois filtros polarizadores para controlar a luz. Porque, para a imagem aparecer, precisa haver luz: e ela vem do outro lado desse empilhamento, no famoso retroiluminador (rétroéclairage).

A luz do retroiluminador atravessa essas camadas, que vão alternando o trabalho: parte é bloqueada (pelos filtros polarizadores), a imagem ganha forma (pelos cristais líquidos) e outras “correções” entram em jogo (cor, contraste…). Repetindo esse processo várias vezes por segundo, você tem a imagem na tela.

IPS, VA, TN… Encore et toujours du LCD

Dentro da grande família LCD, existem várias tecnologias. Aí entram as telas IPS, VA ou TN, que mudam principalmente a forma como as camadas desse “sanduíche” são organizadas.

Sem entrar em detalhes muito técnicos, vale saber que cada uma tem seus pontos fortes e fracos. Muita gente que joga prefere monitores TN pela sensação de maior fluidez, já que eles tendem a reduzir borrões de movimento, mas exigem ficar bem de frente para a tela por conta dos ângulos de visão mais limitados. Já para filmes e séries, costuma-se preferir VA, que entrega contraste mais alto, lembrando os antigos plasmas.

No fim, quem acabou dominando com o tempo foi o IPS. Mesmo com contraste que nem sempre impressiona (dependendo do ambiente e da iluminação), seus ângulos de visão mais amplos ajudaram a tecnologia a ganhar espaço tanto nas TVs da sala quanto nas telas que levamos no bolso.

Plusieurs types de rétroéclairages

Além do tipo de painel, o retroiluminador influencia bastante a qualidade final da imagem. Em geral, dá para separar em dois tipos: “LED Edge” e “Direct LED” (às vezes também chamado de “Full LED”).

No LED Edge, as LEDs ficam concentradas nas bordas da tela. Com refletores, a luz é espalhada por todo o painel, mas a precisão dessa distribuição varia bastante. Dependendo do modelo, você pode notar pior uniformidade (“clouding”) e também “blooming”, quando áreas claras “vazam” para regiões escuras ao lado. Um exemplo clássico é o halo em volta de legendas brancas sobre fundo preto.

Já o Direct LED usa um painel de LEDs iluminando a traseira da tela. Isso costuma trazer mais brilho e uma iluminação bem mais precisa, mas também deixa o conjunto mais espesso.

Puis arriva l’OLED

No fim dos anos 1990, surge o OLED, sigla para diodos orgânicos emissores de luz (Organic Light-Emitting Diode). Como o nome sugere, são materiais orgânicos que emitem luz quando recebem uma tensão elétrica. Nesse caso, os filtros polarizadores do nosso “sanduíche” dão lugar a uma anodo e um catodo: você controla onde e quando a corrente passa e, pronto, tem uma tela.

Como essas “diodes” geram a própria luz, não é preciso colocar retroiluminação atrás do painel - o que permitiu reduzir bastante a espessura das telas. E há um benefício direto dessa mudança: como os pontos podem se apagar por completo, os pretos ficam muito mais profundos e o contraste dispara.

Variante : le QD-Oled

Mais recentemente, você talvez tenha visto telas QD-Oled (para Quantum Dots Oled), uma tecnologia da Samsung que concorre com o W-OLED da LG. Em vez de usar luz branca passando por filtros para separar as cores, o QD-Oled emite luz azul e a faz atravessar nanocristais, que convertem parte dela em luz vermelha ou verde. Com isso, dá para melhorar o brilho e ampliar a faixa de cores disponíveis.

LCD vs Oled : les avantages et les inconvénients

LCD e OLED, portanto, são tecnologias bem diferentes, principalmente porque não produzem luz do mesmo jeito. Cada uma tem vantagens e limitações em relação à outra, embora essa distância venha diminuindo.

O brilho, por exemplo, foi um ponto fraco do OLED por vários anos. As diodos são mais sensíveis e, para reduzir o risco de uma imagem “marcar” a tela (às vezes de forma permanente), os fabricantes costumavam limitar a intensidade luminosa. Só que o avanço tecnológico foi reduzindo esse problema, e OLEDs recentes chegam a ser mais brilhantes do que LCDs. Isso também ajuda o OLED a encostar no LCD em reprodução de cores, cobrindo um espectro maior mesmo em altas luminosidades.

Por outro lado, o OLED costuma consumir menos, entrega contraste muito superior, melhor taxa de atualização e ângulos de visão melhores do que o LCD.

Le Mini-LED, la réponse du LCD

No papel, hoje o OLED é melhor em praticamente tudo (tirando o custo - OLED ainda é mais caro), por isso vem ganhando espaço na maioria dos dispositivos. Mas o LCD continua evoluindo.

Como o principal ponto fraco do LCD está no retroiluminador, surgiu uma forma de aprimorá-lo: o Mini-LED. A lógica é simples: diminuir o tamanho das LEDs para colocar milhares delas, controlando o retroiluminamento de forma muito mais detalhada.

Isso deu um fôlego novo ao LCD, com contrastes mais profundos (ainda abaixo do OLED), bem menos blooming e clouding (dependendo da qualidade do painel), e mantendo um excelente nível de brilho.

Le cas QLED

É só uma letra de diferença, mas OLED e QLED são bem distintos, porque o QLED ainda se baseia em um painel LCD. Assim como no QD-Oled, os filtros de cor tradicionais são substituídos por pontos quânticos: nanocristais que geram uma cor específica.

Esse tipo de painel pode ser iluminado tanto por LEDs “comuns” quanto por Mini-LED (Neo QLED), para aumentar o contraste e a precisão. Já os filtros quânticos ajudam a cobrir uma faixa de cores mais ampla (especialmente em tons muito brilhantes).

L’avenir : le micro-LED

Todo ano, aparece alguma novidade nos corredores da CES, e uma das mais comentadas é o micro-LED. Aqui, as LEDs são tão pequenas (da ordem do nanômetro) que elas próprias formam a imagem, emitindo luz sem precisar de retroiluminação ou filtros. Isso também permite reduzir bastante a espessura do painel.

Se telas atuais (OLED ou LCD) têm dificuldade para chegar a 3000 nits de pico de brilho, o micro-LED pode alcançar picos acima de 100 000 nits. A tecnologia ainda traz outros ganhos, como contraste, tempo de resposta e eficiência energética.

No momento em que estas linhas foram escritas, produzir micro-LED ainda é extremamente caro. Conte mais de 1000 euros por polegada de diagonal. Então, para o tamanho de TV mais vendido hoje, estamos falando de algo na casa de 65 000 euros por televisor. Ou seja: bem longe do orçamento da maioria.

Ce qu’il faut retenir

Ok, mas afinal, qual é o melhor? Vamos resumir.

De forma geral, existem duas famílias. De um lado, o LCD, que apesar da idade foi se reinventando ao longo do tempo com mudanças em filtros e retroiluminação. Do outro, o OLED, que emite luz por conta própria.

Hoje, o OLED está na frente e aparece em quase todo lugar por conta da qualidade (contraste superior, cores mais vivas, ângulos de visão excelentes). Aos poucos, as principais críticas que ele recebia (preço, vida útil e brilho mais baixo) foram sendo corrigidas, e a tecnologia virou uma opção madura, acessível e eficiente. Ainda assim, o LCD não saiu de cena, e o avanço do QLED ajuda a mantê-lo competitivo em alguns tamanhos (especialmente em TVs).

Mas, ali na “espreita”, está o micro-LED: uma tecnologia nova que, se cumprir o que promete, pode substituir OLED e LCD nos próximos anos. Pode contar com a gente para voltar ao assunto quando isso acontecer!

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