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"Fui enganada como iniciante": qual é esse golpe da lenha que está fazendo tantas vítimas?

Mulher preocupada usando celular e notebook em mesa de madeira com anotações e lenha na sala iluminada.

Uma nova fraude, bem montada, que tem tudo para enganar muita gente.

Se você usa lenha para aquecer a casa, vale redobrar a atenção: a emissora Ici Armorique vem alertando sobre um golpe que está crescendo na Bretanha e que, muito provavelmente, deve se espalhar para o restante do país. A seguir, entenda como ele funciona e como se proteger.

Lenha: o golpe do site falso na internet

A reportagem da rádio pública cita o caso de Muriel, moradora do departamento de Ille-et-Vilaine. Com o inverno se aproximando, ela decidiu comprar 204 euros em lenha (cerca de R$ 1,1 mil, em conversão aproximada) no site do fornecedor que costumava utilizar. O problema é que, sem perceber, ela acessou uma página fraudulenta praticamente idêntica à original:

“Pelas imagens e pela forma de apresentação, naquele momento eu não notei diferença. Então meu marido confirmou a compra, pagamos com cartão, recebemos um comprovante de recebimento do pedido - só que tudo direcionava para um site falso. Quando vimos, já era tarde.”

Ao desconfiar de que algo estava errado, Muriel tentou pedir esclarecimentos, mas não conseguiu retorno de ninguém. “Caí como uma iniciante”, lamenta, dizendo que quis compartilhar o caso justamente para alertar outros consumidores. E faz sentido: quase ninguém imagina que pode ser enganado ao comprar lenha, e é exatamente dessa distração que os golpistas se aproveitam.

Por isso, ao fazer pedidos online, a orientação é aumentar o nível de vigilância: confira com cuidado se o endereço acessado é realmente o correto. Evite agir no impulso e dê alguns minutos a mais para checar tudo antes de finalizar a compra.

Um ponto prático que ajuda é olhar detalhes que costumam passar batido: o domínio (às vezes muda uma letra), o cadeado do HTTPS, e se o endereço foi aberto a partir de um favorito salvo anteriormente (em vez de links recebidos ou resultados patrocinados). Também é prudente comparar o contato exibido no site (telefone, e-mail e CNPJ/identificação da empresa) com o que consta em notas fiscais antigas ou no perfil oficial do fornecedor.

Se você suspeitar que caiu no golpe, registre as evidências (prints, e-mails, comprovantes), contate o banco/operadora do cartão imediatamente e faça a denúncia às autoridades e órgãos de defesa do consumidor. Na França, isso pode envolver canais oficiais de reporte; no Brasil, o caminho costuma passar por Procon, plataforma de reclamações e, em situações de crime digital, delegacias especializadas.

Atenção aos golpes de rádios falsas

No fim do ano, infelizmente, golpes de todo tipo se multiplicam na França. Entre eles, há uma fraude recente em que criminosos se passam por uma rádio que estaria ligando para ouvintes. Algumas usam nomes inventados, como “Trendy FM” ou “Amazon FM”.

O roteiro é sedutor: a pessoa é informada de que foi “sorteada” e teria ganhado dinheiro - com um vale-compras de 800 euros aparecendo com frequência (aproximadamente R$ 4,3 mil, em conversão aproximada). Pouco depois, vem a exigência de que a vítima ligue para um novo número “para concluir o processo”. A ideia é aproveitar a euforia do momento para induzir decisões precipitadas.

Na sequência, a ligação é direcionada para um número tarifado, cobrado a 0,80 euro por minuto. Se a conversa se arrastar, o prejuízo cresce rápido: um exemplo citado foi o de uma pessoa de 94 anos, que acabou pagando 300 euros (por volta de R$ 1,6 mil). Trata-se de um golpe particularmente traiçoeiro, que se apoia em pressão emocional e custo por minuto para “fazer o caixa” em poucos instantes.

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