O iPhone 16e até vendeu bem, mas, quando chegou ao mercado, dividiu opiniões entre analistas e entusiastas. A boa notícia é que a Apple parece ter levado a crítica a sério e, neste ano, entrega um iPhone 17e bem mais acertado no conjunto.
No ano passado, a Apple reformulou o conceito de “iPhone acessível” ao deixar a família SE de lado e colocar o 16e no lugar. O ponto fraco foi evidente: o iPhone 16e custava bem mais que os SE e ainda ficava acima de muitos rivais Android na mesma faixa. Para piorar, ele concorria com iPhones de gerações anteriores ainda à venda, frequentemente com preços agressivos, além de esbarrar na força dos modelos de segunda mão e recondicionados, que costumam oferecer um custo-benefício difícil de bater.
O calcanhar de aquiles do iPhone 16e era o posicionamento de preço: por € 719, a conta não fechava. As operadoras ajudaram a empurrar volumes com subsídios e planos, mas isso não mudava o fato de que o custo-benefício do 16e era fraco.
Com a recepção crítica morna, a Apple ajustou a estratégia. O iPhone 17e chega com o mesmo chip A19 do iPhone 17, traz MagSafe e já parte de 256 GB de armazenamento (o dobro do 16e), sem aumentar o preço.
Para entender se a fórmula finalmente ficou redonda, testamos o iPhone 17e por dez dias.
iPhone 17e no melhor preço (referência)
Preço base (Europa): € 719
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O que gostamos no iPhone 17e
Design premium (iPhone 17e)
O iPhone 17e mistura traços da linha iPhone 17 com elementos visuais de gerações anteriores. O resultado é um aparelho compacto e leve, muito agradável de segurar - e o tamanho de 6,1 polegadas ajuda bastante nisso. Em um momento em que diversos fabricantes insistem em aumentar o tamanho dos smartphones, esse formato mais “na medida” é um alívio para quem prefere algo mais discreto.
A tela usa um painel OLED protegido por vidro Ceramic Shield de segunda geração. Além disso, a Apple aplicou um tratamento antirreflexo e antirriscos, algo que tende a prolongar a vida útil no uso real. Faz sentido, inclusive, porque o 17e tem tudo para virar o “primeiro iPhone” de pré-adolescentes e adolescentes, que nem sempre têm o mesmo cuidado com o aparelho no dia a dia.
Outro detalhe bem-vindo é a chegada de uma nova cor rosa pastel, que se junta às opções mais tradicionais em preto e branco. O único porém: em alguns ângulos, esse rosa fica discreto demais - seria interessante se a tonalidade se destacasse um pouco mais.
Ainda assim, nem tudo no visual é impecável. Mesmo sendo um modelo claramente premium, incomoda ver a notch e bordas pretas mais evidentes ao redor da tela, que passam uma sensação um pouco “datada” quando comparadas à concorrência - que vem caprichando cada vez mais no acabamento de celulares “acessíveis”.
Desempenho do iPhone 17e com chip A19
Aqui está, provavelmente, o maior trunfo do iPhone 17e: a Apple colocou o chip A19 completo. Não é versão cortada, não é reaproveitamento de A18, e sim a mesma plataforma do iPhone 17 padrão, com CPU de 6 núcleos e GPU de 4 núcleos, fabricado em 3 nanómetros.
Na prática, isso eleva a experiência em tudo: a interface responde com muita rapidez, os apps abrem quase instantaneamente e o multitarefa é administrado com folga. É o tipo de performance que agrada qualquer perfil - inclusive quem quer rodar jogos AAA com qualidade gráfica alta.
Esse fôlego também aparece no Apple Intelligence. As funções de IA, ainda pouco numerosas (como resumos, reescrita e ferramentas criativas), rodam localmente sem engasgos. Por enquanto, o Apple Intelligence ainda deixa a sensação de “quero mais”, mas a perspectiva de integração do Gemini em uma versão futura indica um caminho promissor - e o 17e parece ter potência de sobra para acompanhar essas novidades.
Autonomia surpreendente e MagSafe
Curiosamente, a Apple não faz muito barulho sobre isso, mas a bateria do iPhone 17e impressiona para um aparelho desse tamanho. Em média, conseguimos ficar entre um dia e meio e dois dias antes de precisar recarregar. E a boa impressão não é só subjetiva: os testes do 01Lab também colocam o 17e entre os mais resistentes em autonomia dentro da categoria.
Parte desse resultado se explica pela presença do modem C1X de segunda geração, desenvolvido pela própria Apple, que consome menos energia do que soluções de modem anteriores.
E tem mais: o iPhone 17e finalmente é compatível com MagSafe, com carregamento de até 15 W. Era uma ausência sentida na geração passada. Além de facilitar a carga, o MagSafe abre a porta para uma porção de acessórios úteis e bem resolvidos no ecossistema. Ponto alto.
Armazenamento mais generoso
O iPhone 17e já começa com 256 GB na versão base. No iPhone 16e, o ponto de partida era 128 GB.
O conforto de ter o dobro de espaço dispensa justificativa, mas vale destacar o principal: a capacidade aumentou sem reajuste de preço. Em uma época em que componentes ficam mais caros com frequência, é uma decisão que merece crédito.
O que poderia ser melhor no iPhone 17e
Ainda preso aos 60 Hz em 2026
A tela OLED do iPhone 17e é boa: tem brilho forte, cores bem ajustadas e entrega ótima leitura tanto em ambientes internos quanto ao ar livre. O tratamento antirreflexo realmente ajuda quando o sol aperta.
O problema é que, em 2026, é difícil aceitar um aparelho nessa faixa de preço limitado a 60 Hz. Há quem argumente que a fluidez do iOS compensa e deixa a experiência tão agradável quanto em um Android com 120 Hz - mas isso não é totalmente verdade. E, mais importante, já existem modelos que custam metade e trazem 120 Hz como item básico.
Dá para entender a estratégia de segmentação para proteger linhas mais caras, porém o argumento perde força quando 120 Hz virou padrão até em aparelhos de entrada.
Apenas um sensor de câmera
O iPhone 17e vem com um sensor principal de 48 megapixels, com zoom híbrido 2x - e só. A configuração é idêntica à do iPhone 16e, o que decepciona. Dito isso, a câmera principal entrega fotos bem nítidas, com boa exposição e um tratamento de cores que a Apple costuma acertar em cheio. Em pouca luz, o modo noturno faz um trabalho competente, recuperando bem a iluminação disponível e gerando resultados convincentes para o preço do aparelho.
O ponto é que essa avaliação vale, sobretudo, para as fotos “padrão”, em 1x. O maior problema do iPhone 17e é a falta de versatilidade: sem teleobjetiva e sem ultra grande-angular, a experiência fica reduzida ao essencial.
Para fotos comuns do dia a dia (família, paisagens, retratos), dá para conviver. Mas, quando a ideia é variar enquadramentos e estilos, as limitações aparecem rápido. Para um smartphone acima de € 700, isso frustra - ainda mais considerando que fotografia costuma estar entre os três principais critérios de compra para muita gente.
Para quem o iPhone 17e faz sentido
- Quem usa iPhone 12, iPhone 13 ou iPhone 14 e quer trocar sem estourar o orçamento pode considerar o iPhone 17e, desde que aceite as restrições do conjunto de câmeras.
- O iPhone 17e também é uma boa porta de entrada para usuários Android que querem conhecer a experiência do iPhone sem precisar pagar o equivalente a um salário mínimo em um topo de linha. Agora, se você vem de um Android premium, é melhor alinhar expectativas: o 17e não mira esse público.
- Pré-adolescentes, adolescentes e idosos também entram como público ideal: é um aparelho agradável, rápido, com boa autonomia e simples de usar - ótimo para começar no universo iPhone.
Por outro lado, se você já tem iPhone 15, iPhone 16 ou mesmo iPhone 16e, a troca não parece especialmente justificável. E, se fotografia é prioridade, faz mais sentido procurar um modelo premium do ano passado (ou até de 2024), usado ou recondicionado, para ganhar mais recursos pagando algo semelhante.
Dois pontos extras que pesam na compra (ecossistema e longo prazo)
Um aspecto que costuma contar muito no Brasil é o valor de revenda e a vida útil. Em geral, iPhones mantêm preço no mercado de usados melhor do que muitos concorrentes, e isso pode tornar o custo total de propriedade mais interessante ao longo do tempo - especialmente para quem planeja revender depois de 2 ou 3 anos.
Também vale pensar no ecossistema: para quem já usa serviços e dispositivos da Apple, a integração com recursos de continuidade, acessórios e compatibilidades do dia a dia tende a ser um diferencial prático. Nesse cenário, o MagSafe do 17e ganha ainda mais importância, porque facilita tanto a carga quanto o uso de acessórios.
iPhone 17e no melhor preço (referência)
Preço base (Europa): € 719
- Rakuten: -8% → € 659 (Ver oferta)
- Amazon: € 719 (Ver oferta)
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Nossa opinião sobre o iPhone 17e
A Apple precisou de uma segunda tentativa para acertar o “iPhone acessível” dessa nova geração. Depois de um iPhone 16e que deixou muita gente frustrada, o iPhone 17e chega bem mais perto do que se espera: é elegante, muito rápido e entrega autonomia excelente, atendendo com folga a maioria dos usuários. Para alguns perfis (pré-adolescentes, adolescentes, estudantes e idosos), ele pode ser, inclusive, o iPhone mais equilibrado.
Ainda faltam alguns ajustes para ele virar um “matador” definitivo: tela de 120 Hz, uma frente mais moderna com Dynamic Island e, principalmente, um conjunto fotográfico mais completo.
Mesmo com os 256 GB sem aumento, por € 719 dá para desejar um pouco mais - sobretudo em câmera. A parte positiva é que promoções de operadoras tendem a deixá-lo bem atraente já no lançamento. Para quem prefere comprar desbloqueado, a recomendação é esperar alguns meses e buscar algo na faixa de € 650.
iPhone 17e - notas e resumo
Preço: € 719
Nota geral: 8,3
| Categoria | Nota |
|---|---|
| Design e tela | 8,5/10 |
| Desempenho e software | 9,5/10 |
| Autonomia e recarga | 9,5/10 |
| Câmera | 6,0/10 |
| Custo-benefício | 8,0/10 |
Pontos positivos
- Design premium
- Desempenho absurdo
- Autonomia excelente
- 256 GB de armazenamento
- MagSafe
Pontos negativos
- Tela de 60 Hz (em 2026?)
- Apenas um sensor de câmera
- Preço ainda um pouco alto
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