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Com a chegada do verão, a Samsung revela o futuro do ar-condicionado e as inovações previstas para 2026.

Casal sentado no sofá desfrutando de ar-condicionado controlado por smartphone em sala com vista urbana.

Com o aquecimento global se agravando ano após ano, a climatização deixou de ser luxo e passou a ser uma necessidade para muita gente - tanto em residências quanto em empresas. Atenta a essa mudança de cenário, a Samsung vem acelerando de forma agressiva sua estratégia no mercado de ar-condicionado e tratamento do ar.

Um marco desse movimento ocorreu em 2025, quando a Samsung comprou a FläktGroup, uma empresa alemã com mais de um século de história, especializada em sistemas de ventilação e climatização voltados a ambientes de alta exigência. A aquisição é um passo estratégico de peso: ela amplia o domínio da Samsung em tratamento de ar em grande escala, especialmente para data centers e salas limpas - segmentos que crescem rapidamente com a expansão da inteligência artificial.

Pela primeira vez, Samsung e FläktGroup também dividem o mesmo estande na Mostra Convegno Expocomfort (MCE) 2026, o maior evento europeu do setor, realizado em Milão entre 24 e 27 de março. A seguir, o que as duas marcas estão destacando na feira.

Para casas: conforto, economia e inteligência artificial (IA)

Com verões cada vez mais extremos, a Samsung leva para o público residencial duas apostas principais.

A primeira é o Bespoke AI WindFree Pro, um ar-condicionado de parede redesenhado com foco em conforto e automação. O equipamento oferece sete perfis diferentes de distribuição de ar - indo de um resfriamento mais intenso até o modo WindFree, em que o ar chega de forma suave e praticamente imperceptível, sem jato direto no corpo.

Para complementar, entram dois modos com IA: um direciona o fluxo de ar para acompanhar o usuário em movimento; o outro busca manter uma sensação térmica agradável sem correntes de ar. Além disso, o sistema avalia temperatura, umidade e o tamanho do cômodo para selecionar automaticamente o funcionamento mais adequado. Segundo a Samsung, o resultado pode chegar a até 30% de economia de energia com o apoio do app SmartThings.

A segunda solução apresentada para residências é a EHS All-in-One, que reúne aquecimento, resfriamento e água quente sanitária em um único conjunto. O diferencial está em um mecanismo inteligente de recuperação de calor: em vez de descartar para o ambiente externo a energia capturada durante o resfriamento, o sistema reaproveita esse calor para aquecer a água.

Na prática, esse tipo de integração tende a fazer mais sentido quando o projeto considera o perfil real de uso da casa (quantas pessoas, horários de banho, insolação e vedação do imóvel). Uma orientação importante é dimensionar corretamente a capacidade e planejar a instalação para evitar desperdício: equipamento superdimensionado pode ciclar mais, gerar desconforto e gastar mais do que o necessário, enquanto um modelo abaixo da demanda pode trabalhar no limite e reduzir a eficiência.

Também vale reforçar um ponto pouco lembrado no dia a dia: qualidade do ar interno. Filtros limpos e manutenção em dia ajudam não só no desempenho e no consumo, mas também no controle de poeira e umidade - algo especialmente relevante em períodos de calor intenso, quando as janelas ficam fechadas por mais tempo.

Samsung mira data centers e grandes edifícios com IA embarcada

No segmento corporativo, o foco recai sobre as infraestruturas mais críticas - com destaque para os data centers, cujo número continua aumentando. Para esses ambientes e outros espaços de grande porte, a Samsung exibe o VRF DVM S2+, projetado para atender áreas extensas com maior controle operacional. O sistema traz IA embarcada para ajustar o desempenho em tempo real conforme as condições do ambiente, com potencial de economia de até 25%.

A FläktGroup reforça a oferta com suas unidades de tratamento de ar CAIRplus, voltadas para administrar qualidade do ar, umidade e temperatura em edifícios inteiros. A linha aparece ao lado dos ventilo-convectores Geko, que priorizam um formato compacto e operação silenciosa.

Em projetos desse porte, além da eficiência energética, entra em jogo a continuidade de operação: redundância, controle fino de umidade e temperatura e monitoramento são fatores decisivos, sobretudo em salas limpas e em ambientes onde a carga térmica varia rapidamente - um cenário cada vez mais comum com racks de alta densidade impulsionados por aplicações de inteligência artificial.

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