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Uma nova Tabela Periódica para 2017: nihônio (Nh), moscóvio (Mc), tennessino (Ts) e oganessônio (Og)

Jovem ajusta cartaz da tabela periódica em sala de aula com luz natural entrando pela janela.

Prepare-se para atualizar a Tabela Periódica: quatro elementos passaram a integrar oficialmente a sétima linha (o sétimo período). São eles nihônio (Nh), moscóvio (Mc), tennessino (Ts) e oganessônio (Og) - os elementos 113, 115, 117 e 118.

A novidade vinha sendo comentada desde o início do ano, mas agora ficou formal: a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) confirmou que os nomes foram aprovados oficialmente, o que encerra a etapa final para a adoção da versão atualizada da Tabela Periódica.

IUPAC oficializa os nomes após consulta pública

De acordo com o anúncio da entidade, os nomes propostos pelos grupos responsáveis pelas descobertas passaram por cinco meses de revisão pública. Concluído esse período, o Bureau da IUPAC validou as denominações sugeridas.

A IUPAC também reforçou que a escolha segue o padrão histórico: elementos recém-descobertos costumam receber nomes em homenagem a um lugar, uma região geográfica ou um cientista.

Além disso, a entidade destacou que as terminações preservam coerência histórica e química: “-ium” para os elementos 113 e 115 (como ocorre com novos elementos dos grupos 1 a 16), “-ine” para o elemento 117 (do grupo 17) e “-on” para o elemento 118 (do grupo 18).

Nomes e símbolos atribuídos oficialmente aos elementos 113, 115, 117 e 118

A partir de agora, ficam oficialmente estabelecidos os seguintes nomes e símbolos:

  • Nihônio (Nh) - elemento 113
  • Moscóvio (Mc) - elemento 115
  • Tennessino (Ts) - elemento 117
  • Oganessônio (Og) - elemento 118

Antes disso, eles eram “apenas” 113, 115, 117 e 118

Se esses nomes parecem ter surgido do nada, vale lembrar o que aconteceu meses antes: em janeiro, a IUPAC confirmou formalmente que quatro novos elementos haviam sido descobertos.

Naquele momento, eles ainda eram identificados principalmente pelos números 113, 115, 117 e 118, e receberam nomes e símbolos provisórios (sistemáticos): ununtrio (Uut), ununpêntio (Uup), ununhéptio (Uus) e ununóctio (Uuo).

Com a confirmação da descoberta, equipes de pesquisadores russos, norte-americanos e japoneses responsáveis pelos resultados ficaram encarregadas de batizar cada elemento. Em junho, as propostas foram encaminhadas para avaliação - e, com a aprovação atual, a transição para a Tabela Periódica atualizada fica completa.

Por que esses nomes? A origem de nihônio, moscóvio, tennessino e oganessônio

Os quatro batismos também contam uma história:

  • Nihônio vem de “Nihon”, termo japonês para Japão.
  • Moscóvio homenageia Moscou, capital da Rússia.
  • Tennessino leva o nome do estado norte-americano do Tennessee, reconhecido por pesquisa pioneira em química, e se torna o segundo estado dos EUA lembrado na Tabela Periódica. O primeiro foi a Califórnia, referenciada pelo califórnio (elemento 98).
  • Oganessônio celebra o físico russo Yuri Oganessian, então com 83 anos, marcando apenas a segunda vez em que um elemento recém-nomeado homenageia um cientista ainda vivo.

O que muda na prática (e por que isso importa)

Embora a atualização pareça “só” um ajuste de nomenclatura, ela tem impacto direto em livros, materiais didáticos e mapas de parede: com os nomes oficiais definidos, a comunidade científica e educacional passa a usar uma referência única e estável. Isso evita confusão entre nomes provisórios e definitivos, especialmente em escolas, vestibulares e cursos de química.

Também vale lembrar que elementos tão pesados (no fim da Tabela) são produzidos em condições experimentais altamente controladas e costumam existir por frações de segundo antes de decaírem. Por isso, o processo de validação é exigente: é necessário comprovar de forma consistente a produção do elemento e sua identificação, antes que a IUPAC permita a etapa seguinte - a escolha do nome.

Hora de trocar os pôsteres

Com nihônio, moscóvio, tennessino e oganessônio oficialmente incorporados, chegou o momento de substituir versões antigas da Tabela Periódica - seja na parede do quarto, na sala de aula ou até na porta do box.

Para quem quer uma referência oficial, a própria IUPAC disponibiliza em seu site a versão mais recente para baixar. Já para alternativas prontas para imprimir, vale procurar coleções atualizadas em portais educativos de química.

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