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EA Sports FC 26, Battlefield 6 e Black Ops 7 são os jogos mais populares na França em 2025.

Dois homens jogam videogame numa sala iluminada, com TV, laptop e vários acessórios de jogos na mesa.

O SELL (Sindicato dos Editores de Softwares de Lazer) divulgou o seu balanço do mercado de videogames na França referente a 2025. Além de apontar os títulos mais populares entre o público, o relatório traz números relevantes sobre a saúde financeira do setor - e o recado é claro: a indústria está em boa forma.

Balanço do SELL: o mercado de videogames na França em 2025 volta a ganhar força

Segundo o balanço anual do SELL, repercutido pela BFM, o setor começa a se recuperar gradualmente após o período de arrefecimento nos anos pós-COVID. Em 2025, o chiffre d’affaires (faturamento) do mercado francês de videogames chegou a 5,856 bilhões de euros, o que representa uma alta de 2,9% em comparação com 2024.

Esse desempenho positivo foi sustentado tanto por grandes lançamentos com vendas robustas quanto pelo segmento mobile, que segue em um nível de atividade particularmente forte. No lado dos consoles, o SELL atribui parte do impulso ao sucesso da Switch 2, embora não tenha apresentado números detalhados sobre o novo hardware da Nintendo.

Consoles, mobile e PC: como o faturamento se divide

O mercado de consoles lidera na França, respondendo pela maior fatia do faturamento. Em 2025, esse segmento totalizou 2,5 bilhões de euros, equivalentes a 44% do faturamento total, com crescimento de 14% sobre 2024.

Um dado curioso do relatório é o nível de equipamento nas casas: em média, os jogadores franceses têm 2,2 máquinas (consoles/PCs/portáteis) à disposição.

Na sequência, o mobile concentra 30% do faturamento, somando 1,8 bilhão de euros. Já o PC permanece competitivo e representa os 26% restantes.

Segmento Participação no faturamento Faturamento (2025)
Consoles 44% 2,5 bilhões de euros
Mobile 30% 1,8 bilhão de euros
PC 26% -
Total 100% 5,856 bilhões de euros

E você, está jogando o quê? Os jogos mais populares em 2025

No ranking de jogos mais vendidos, os nomes de sempre aparecem com força - especialmente nos consoles.

Mais vendidos nos consoles (físico + digital)

Considerando as vendas somadas de formato digital e mídia física, o top 3 nos consoles em 2025 ficou assim: 1. EA Sports FC 26 - 1,3 milhão de unidades
2. EA Sports FC 25 - 542 mil
3. Call of Duty Black Ops 7 - 391 mil

Mesmo com o avanço do digital, a mídia física ainda tem um peso significativo no país: ela representa 44% do mercado francês.

Mais vendidos no PC

No PC, o panorama muda bastante. Os três títulos mais vendidos foram: 1. Battlefield 6 - 191 mil
2. Red Dead Redemption 2 - 111 mil
3. GTA 5 - 98 mil

Chama atenção o fôlego dos jogos da Rockstar, que além de dominarem o pódio, são títulos antigos no PC: Red Dead Redemption 2 chegou à plataforma em 2019, e GTA 5, em 2015. Isso também evidencia uma tendência estrutural do PC: 8 dos 20 jogos mais vendidos foram lançados antes de 2025.

No ranking por receita, as microtransações mudam o jogo

Quando o critério deixa de ser “unidades vendidas” e passa a ser receita gerada, o PC apresenta uma ordem diferente: Battlefield 6, EA Sports FC 26 e Monster Hunter Wilds lideram. O motivo citado é a influência das microtransactions, que incentivam parte do público a gastar além do preço inicial.

E no mobile?

No mobile, o destaque não é por unidades, e sim por faturamento: Coin Master é o que mais gera receita, logo à frente de Monopoly Go e Pokémon TCG Pocket.

Por que o mercado caiu após a COVID - e o que pode desacelerar 2026 e 2027

O relatório contextualiza a oscilação recente do setor: depois de dois anos muito fortes durante a COVID, a indústria de videogames teve uma queda por um motivo simples - com a reabertura e o retorno das atividades fora de casa, o console deixou de ser a principal forma de entretenimento de muita gente. Essa fase difícil, no entanto, parece estar sendo absorvida aos poucos.

Ainda assim, o SELL aponta que 2026 e 2027 podem interromper parte desse ritmo positivo. Um dos fatores é a crise da RAM, que torna o mercado de consoles e PCs mais instável e pode levar a aumentos de preço expressivos. Soma-se a isso um cenário económico frágil, que tende a empurrar jogadores mais ocasionais para alternativas de lazer mais baratas.

Dois pontos adicionais que ajudam a explicar o momento do setor

Além das vendas tradicionais, cresce a relevância de modelos que influenciam diretamente o consumo - como assinaturas e catálogos digitais (por exemplo, serviços que incluem jogos por mensalidade). Mesmo quando não aparecem como “unidades vendidas”, esses modelos podem afetar a forma como o público escolhe onde jogar (console, PC ou mobile) e quanto está disposto a gastar ao longo do ano.

Outro tema cada vez mais central, sobretudo com a força das microtransactions, é a discussão sobre transparência de gastos, proteção de consumidores e limites para compras dentro do jogo. Essas decisões - tanto do mercado quanto de reguladores - podem ter impacto direto no chiffre d’affaires futuro, especialmente em segmentos com forte monetização recorrente, como o mobile e certos jogos de PC e consoles.

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