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O Galaxy XR da Samsung deve chegar à França já no próximo ano.

Homem usando óculos de realidade aumentada com Torre Eiffel ao fundo em mesa com celular e fone.

O headset de realidade mista Galaxy XR, apresentado pela Samsung em outubro, pode chegar à França em 2026. O dispositivo entra na disputa diretamente com o Vision Pro, da Apple, e se apoia no Android XR, a plataforma de Google voltada para headsets de realidade mista e óculos conectados.

Em outubro, a Samsung finalmente revelou o Galaxy XR ao público. Com ele, a empresa sul-coreana marca seu retorno ao segmento de realidade mista, mirando não só o Vision Pro da Apple, mas também a linha Quest, da Meta, que domina parte relevante do mercado consumidor.

Um ponto central do lançamento é que o Galaxy XR inaugura, na prática, o Android XR como plataforma de produto. O sistema foi desenhado pelo Google para sustentar experiências imersivas tanto em headsets quanto em óculos conectados, abrindo espaço para uma nova geração de dispositivos com foco em computação espacial e interfaces mais naturais.

Por enquanto, porém, a disponibilidade ainda é limitada: o Galaxy XR é vendido apenas na Coreia do Sul (mercado doméstico da Samsung) e nos Estados Unidos. Ainda assim, há sinais de expansão. Segundo fontes do site Sammobile, a Samsung planeja lançar o headset em Alemanha, França, Canadá e Reino Unido ao longo de 2026. A lista, ao que tudo indica, ainda não estaria fechada, o que significa que novos países podem ser acrescentados.

Nos Estados Unidos, o Galaxy XR custa US$ 1.799, enquanto o Vision Pro da Apple sai por US$ 3.699.

Samsung Galaxy XR e o próximo passo: óculos conectados

Mesmo com o Galaxy XR recém-lançado, a Samsung já trabalha no que vem depois. Apesar de o headset entregar uma experiência imersiva baseada em Android, ele ainda não é compacto o suficiente para ser usado no dia a dia como um acessório cotidiano.

Por isso, a empresa já indica um movimento claro rumo aos óculos conectados. Durante a apresentação do Galaxy XR, a Samsung anunciou uma colaboração com as marcas de óculos Warby Parker e Gentle Monster, sinalizando que pretende avançar nesse formato mais discreto e potencialmente mais “usável” na rotina.

Além do formato, um desafio natural dessa transição é equilibrar conforto, autonomia e utilidade: óculos conectados tendem a exigir soluções mais eficientes para bateria, processamento e exibição de informações, ao mesmo tempo em que precisam manter ergonomia e leveza para uso prolongado.

Também pesa a maturidade do ecossistema de apps e serviços. Como o Galaxy XR é o primeiro produto sob Android XR, a evolução da plataforma - e o interesse de desenvolvedores em criar experiências específicas - pode ser determinante para a adoção tanto do headset quanto de futuros óculos conectados.

Uma categoria em alta: Meta e Apple também aceleram

A expectativa é que a demanda por óculos conectados cresça fortemente nos próximos anos. A Meta, por exemplo, informou ter esgotado o estoque apenas dois dias após o lançamento dos seus Ray-Ban Meta Display.

Ao mesmo tempo, circulam rumores de que a Apple teria colocado em pausa a reformulação do Vision Pro para concentrar esforços justamente em óculos conectados. Inclusive, os primeiros óculos conectados da empresa de Cupertino poderiam ser revelados já no próximo ano.

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