Você talvez tenha notado: alguns sites ficaram instáveis ou simplesmente fora do ar - incluindo o X. Não é a sua internet “caindo”; o problema veio de mais um grande player dos Estados Unidos.
Atualização em 18 de novembro, às 15h55: de acordo com a Cloudflare, o incidente foi finalmente solucionado. “Uma correção foi implementada e acreditamos que o incidente agora está resolvido. Continuamos a monitorar os erros para garantir que todos os serviços voltem a funcionar normalmente”, informou a empresa.
Poucas semanas depois da grande interrupção enfrentada pela Amazon Web Services (AWS), uma nova falha voltou a sacudir a internet. Por volta de 12h30 no horário da França metropolitana (8h30 em Brasília), muitos sites passaram a ficar inacessíveis e a exibir “erro 500” - um código que indica que o servidor web encontrou uma falha inesperada e não conseguiu processar a solicitação do usuário.
O comportamento, porém, não foi totalmente contínuo: algumas páginas voltavam por instantes e, em seguida, caíam novamente. O responsável já foi identificado: a Cloudflare, provedora usada por uma enorme parcela da web. Em sua página de suporte, a empresa afirmou: “Estamos cientes de um problema em andamento e estamos investigando um incidente que pode afetar vários clientes. Mais informações serão compartilhadas conforme soubermos mais”.
A Cloudflare também destacou, em seu portal de atendimento, que o próprio fornecedor da plataforma de suporte enfrentava dificuldades: “Nosso fornecedor do portal de assistência está com problemas no momento. Como resultado, os clientes podem encontrar erros ao visualizar ou responder a solicitações de suporte. As respostas às solicitações dos clientes não são afetadas”.
Às 13h21, a companhia comunicou que uma “recuperação dos serviços” estava em andamento, mas alertou: “os clientes podem continuar observando taxas de erro acima do normal enquanto seguimos com os esforços de correção”. Até então, não havia explicações públicas sobre a causa do mau funcionamento.
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Cloudflare: quem é a Cloudflare e por que ela derruba tantos sites?
A Cloudflare é um dos nomes mais importantes da infraestrutura da internet. A empresa norte-americana opera uma plataforma de nuvem em larga escala, desenhada para acelerar e proteger sites e serviços online. Seu alcance passa de 330 cidades em mais de 120 países, e a estimativa é que cerca de 20% dos sites do mundo utilizem suas soluções.
Não por acaso, quando ela enfrenta instabilidade, o impacto aparece em cadeia. X, ChatGPT e Spotify estão entre as plataformas que foram atingidas durante a falha - e, infelizmente, em situações assim, muitas vezes resta apenas esperar até que a operação se normalize.
CDN, cibersegurança e o “efeito dominó” quando a Cloudflare falha
Parte do “arsenal” da Cloudflare inclui um CDN, que replica conteúdos em centenas de servidores ao redor do mundo para que páginas carreguem mais rápido. Além disso, a empresa oferece diversas camadas e ferramentas de cibersegurança. Na prática, isso significa que, quando a Cloudflare “engasga”, uma quantidade enorme de serviços também sente: a infraestrutura que deveria acelerar e filtrar o tráfego vira um ponto único de instabilidade para muita gente.
Para quem está do lado do usuário, o melhor caminho costuma ser conferir se a indisponibilidade é geral (e não local) observando o comportamento em diferentes redes ou dispositivos e acompanhando comunicados oficiais em páginas de status. Já para empresas e administradores de sites, episódios assim reforçam a importância de estratégias de resiliência - como redundância, planos de contingência e, quando fizer sentido, arquitetura que reduza dependências críticas de um único fornecedor.
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