Samsung pode estar avaliando uma tecnologia chamada Polar ID para levar aos seus smartphones uma experiência semelhante ao Face ID da Apple, porém sem precisar recorrer a um recorte visível na tela.
Hoje, a maioria dos aparelhos Android de topo aposta em leitores de impressão digital embutidos no ecrã para autenticação biométrica. A Apple, por outro lado, preferiu priorizar o reconhecimento facial como método principal para destravar e autorizar ações no iPhone. Na prática, o Face ID costuma ser muito conveniente no dia a dia, mas exige um conjunto específico de sensores na parte frontal do aparelho - e isso, nos iPhones mais recentes, contribuiu para a presença de um recorte que a empresa tenta “disfarçar” no iOS com o recurso Dynamic Island.
Polar ID: reconhecimento facial avançado sem entalhe no ecrã
Mesmo assim, já existe uma alternativa desenhada justamente para evitar um grande sensor a ocupar espaço no ecrã: o Polar ID. A solução é apresentada pela Metalenz, que descreve a tecnologia como suficientemente compacta para se adaptar a formatos complexos, eliminando a necessidade de um recorte grande no display.
De acordo com a explicação da empresa, o Polar ID combina uma câmara de polarização no infravermelho próximo, com perfil baixo, apoiada por uma tecnologia metaóptica própria e por iluminação ativa a 940 nm, formando uma solução compacta e simples.
Samsung e Polar ID no Galaxy S27 Ultra: indícios num software de testes
Ao que tudo indica, esse tipo de reconhecimento facial sem recorte chama a atenção da Samsung, principal concorrente da Apple no segmento móvel. Segundo “SPYGO19726”, uma fonte no X (via wccftech.com), um software de teste associado ao futuro Galaxy S27 Ultra - modelo que, em tese, chegaria em 2027 - incluiria uma referência a “Polar ID v1.0”.
Como acontece com vazamentos deste tipo, vale cautela: não se trata de confirmação oficial. Ainda assim, se a informação se concretizar, pode representar uma mudança relevante ao permitir que a Samsung ofereça benefícios similares aos do Face ID em smartphones Android, mas sem precisar adotar um recorte no ecrã.
Do ponto de vista de experiência do utilizador, uma solução de reconhecimento facial mais robusta pode também reduzir a dependência do sensor de impressão digital em condições específicas (por exemplo, quando o dedo está húmido ou com alguma sujidade). Em contrapartida, para funcionar bem, o sistema precisa manter alta precisão em diferentes ambientes e ângulos, além de responder rapidamente - aspetos que costumam separar tecnologias “básicas” de face unlock de soluções mais avançadas.
E a Apple? iPhone sem recorte também pode ser realidade em 2027
Ao mesmo tempo, existe a possibilidade de que, em 2027, os próprios iPhones já não tenham recorte. A Apple também estaria a considerar alternativas para resolver essa limitação de design. Um rumor indica que a empresa poderia lançar iPhones em que a câmara frontal para selfies e o módulo do Face ID ficariam ocultos sob o ecrã. Porém, aqui também falamos apenas de especulação.
Além disso, qualquer migração de sensores para baixo do display envolve desafios técnicos, como manter qualidade de imagem para selfies, garantir a eficiência de sensores no infravermelho e preservar a segurança contra tentativas de fraude. Caso Samsung e Apple avancem por caminhos diferentes - seja com soluções como o Polar ID, seja com módulos sob o ecrã -, a disputa tende a concentrar-se em três pilares: segurança biométrica, velocidade de autenticação e impacto no design do ecrã.
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