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Para sua segurança, desligue e ligue novamente seu smartphone em vez de apenas reiniciar.

Pessoa segurando celular com barra de carregamento, com laptop, roteador e caneca em mesa de madeira.

Reiniciar um smartphone com frequência pode ajudar a protegê-lo contra ataques avançados. E, segundo orientações da ANSSI (Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação da França), o ideal é fazer isso do jeito “limpo”: desligar completamente e ligar novamente, em vez de usar apenas a opção “reiniciar” do próprio aparelho.

Para quem se preocupa com dados pessoais, vale adotar o hábito de desligar o celular regularmente. Como referência, a NSA recomenda reiniciar smartphones uma vez por semana. Essa prática, por si só, não é uma blindagem total contra ataques sofisticados - mas funciona como mais uma camada de proteção, porque aumenta o esforço necessário para quem tenta comprometer um dispositivo.

Isso acontece porque, em geral, ataques mais avançados dependem da exploração de múltiplas vulnerabilidades em sequência. Quando o aparelho é desligado e ligado de novo, pode ser que o invasor precise refazer parte do processo de exploração para retomar o controle, o que dificulta a persistência do ataque.

A ANSSI chama atenção para um detalhe importante: ao adotar o reinício como medida de segurança, é melhor evitar a função “reiniciar” e optar por desligar e ligar. A agência alerta que alguns spywares (softwares espiões) conseguem simular um reinício para enganar o usuário e dar a impressão de que o sistema foi “renovado”, quando, na prática, o comprometimento pode continuar.

Além disso, se você usa o smartphone para autenticação (apps de banco, carteiras digitais, login em redes sociais), um desligamento completo e periódico pode ser combinado com boas rotinas de segurança, como revisar permissões e manter o sistema atualizado, reduzindo as chances de exploração silenciosa.

Recomendações da ANSSI: reinício “limpo”, atualizações e Wi‑Fi

Além de sugerir o desligamento e religamento regulares do smartphone, a ANSSI recomenda manter os aparelhos sempre atualizados e instalar as atualizações o mais rápido possível. Isso porque as atualizações trazem correções do sistema operacional que fecham falhas de segurança que poderiam ser aproveitadas por hackers.

No Android, a orientação é desativar Wi‑Fi, Bluetooth e NFC quando esses recursos não estiverem em uso. A localização também deve ficar desligada sempre que não for necessária, reduzindo exposição e rastreamento indevido.

Já no iOS, a ANSSI recomenda desativar a localização diretamente nos Ajustes do sistema para garantir um “desligamento de verdade”, em vez de apenas alternar pelo Centro de Controle, que pode não interromper completamente o funcionamento conforme o usuário imagina.

Apps e superfície de ataque: o que manter instalado no smartphone

No tema aplicativos, a ANSSI aconselha desinstalar ou arquivar tudo o que você não usa. Muita gente faz isso para liberar armazenamento, mas, do ponto de vista de segurança, o ganho é outro: menos apps instalados significa uma superfície de ataque menor, com menos componentes potencialmente vulneráveis, permissões desnecessárias e serviços em segundo plano.

Como reforço prático, vale revisar periodicamente quais apps têm acesso a itens sensíveis (localização, microfone, câmera, SMS e contatos). Mesmo quando um aplicativo parece inofensivo, permissões excessivas podem aumentar riscos se houver falhas ou bibliotecas vulneráveis no pacote instalado.

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