O Game Pass está caro demais, e essa constatação veio da própria Asha Sharma, presidente da divisão Xbox. Esse reconhecimento pode abrir espaço para uma redução nas mensalidades?
Em 2026, o plano Ultimate - que dá acesso aos jogos já no lançamento - está fixado em 26,99 euros. Durante muito tempo, o serviço foi visto como uma forma inteligente de jogar gastando pouco, mas essa imagem ficou no passado. A boa notícia para os assinantes é que a Microsoft sabe disso.
A informação foi revelada pelo site The Verge, que teve acesso a um memorando interno da empresa de Redmond. O texto é assinado por Asha Sharma, que assumiu o comando da divisão Xbox em fevereiro passado. O documento deixa clara a visão dela sobre a política de preços em vigor:
“O Game Pass é essencial para a experiência no Xbox, mas também é evidente que o modelo atual não é definitivo. O Game Pass ficou caro demais para os jogadores, e precisamos rever nossa oferta. No longo prazo, vamos considerar um sistema mais flexível, e isso vai levar tempo para testarmos e aprendermos.”
A Xbox precisa reencontrar o equilíbrio com o Game Pass
A Microsoft, portanto, já reconheceu o problema - e isso é o primeiro passo para corrigi-lo. Com isso, cresce a expectativa de uma revisão dos valores no futuro, talvez até com uma queda relevante nas mensalidades. É importante lembrar que a empresa irritou profundamente os jogadores em 1º de outubro de 2025. Na época em que o Game Pass era a proposta mais atraente do mercado, a companhia decidiu elevar fortemente os preços e reduzir recursos nos planos mais acessíveis. A assinatura Ultimate, que libera todas as exclusividades no dia do lançamento, subiu 50%. A justificativa foi o aumento contínuo do custo do cloud gaming, além da inclusão de Call of Duty.
Do ponto de vista do consumidor, o problema não é só pagar mais: quando um serviço muda de forma brusca, a sensação de vantagem desaparece rapidamente. Em assinaturas de jogos, confiança e previsibilidade pesam tanto quanto o tamanho do catálogo. Se o usuário passa a enxergar o plano como instável, fica muito mais difícil defender o valor cobrado.
Hoje, a Microsoft está diante de uma encruzilhada. A estratégia adotada na geração Series X, que não coloca o console no centro do ecossistema, não convence. Para voltar a ser atraente com o Game Pass, a empresa precisa reforçar sua proposta - ainda mais agora que a Sony está concentrando esforços na PS5 e que novos concorrentes, como a Valve, também devem entrar nessa disputa.
A Xbox, porém, ainda tem cartas na manga. O próximo console já foi anunciado e deve apostar em desempenho e na integração com o PC. Nesse contexto, seria natural esperar também uma adaptação no preço do Game Pass. Afinal, esse pode acabar sendo o principal argumento da Microsoft para tentar conquistar os jogadores diante da PS6 ou da Steam Machine.
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