Entre a nostalgia, o experimento metroidvania e a frustração com a história, existe apenas uma linha muito fina.
God of War: Sons of Sparta tenta aproximar dois mundos: a ação pesada de uma série cultuada e a construção cheia de camadas de um metroidvania clássico. No papel, a proposta parece um sonho para os fãs. Já nas avaliações dos jogadores, porém, o cenário muda bastante: é um título de gênero competente, mas, como God of War, divide a comunidade de forma intensa.
God of War: Sons of Sparta: como o jogo chega aos jogadores
A nota dos leitores fica em 10,4 de 20 pontos - ou seja, no meio da tabela, mas com uma inclinação clara para baixo para um nome de peso como God of War. Só uma pequena parcela dá notas muito altas, enquanto várias opiniões ficam em uma faixa de decepção evidente.
| Faixa de avaliação | Número de votos |
|---|---|
| 16–20 pontos | 1 |
| 11–15 pontos | 5 |
| 6–10 pontos | 1 |
| 0–5 pontos | 2 |
Nove avaliações, claro, não bastam para fechar uma conclusão definitiva, mas já apontam uma direção nítida: no aspecto de jogabilidade, “ok a bom”; para a marca, um tropeço considerável.
Muitos jogadores descrevem Sons of Sparta como um metroidvania sólido - mas como um derivado fraco de God of War.
Onde God of War: Sons of Sparta acerta: jogabilidade, nostalgia e retorno a Esparta
Estrutura metroidvania com a brutalidade de God of War
Os jogadores definem a base do jogo como um metroidvania tradicional: um mapa grande e interligado, atalhos, retorno a áreas antigas com habilidades novas, regiões escondidas e missões opcionais. Quem gosta desse gênero tende a aproveitar bastante.
- Combate: direto, pesado e fácil de entender - a sensação típica de God of War continua presente na essência.
- Exploração: o mapa passa a impressão de ser amplo, com ramificações suficientes para manter fãs de backtracking ocupados.
- Progressão: equipamentos, talismãs e novas habilidades aumentam de forma perceptível a sensação de poder ao longo da campanha.
Alguns jogadores destacam de maneira positiva como Kratos evolui com o tempo: no começo, ele parece limitado; depois, vai ficando cada vez mais brutal e dominante - um tema conhecido e muito querido da série. Para quem é fã de metroidvania, Sons of Sparta chega a ser chamado por algumas vozes de “um ótimo ponto de entrada” no gênero.
Retorno à mitologia grega
Um dos principais atrativos para muita gente é o fator nostálgico. Sons of Sparta volta à era grega e coloca os jogadores novamente diante de monstros clássicos e arquétipos de inimigos já conhecidos, como nos tempos de PS2.
Para alguns, a nostalgia é o principal motivo para gostar do jogo - voltar aos deuses, aos monstros e ao antigo mito de Kratos.
Para quem sentia falta das origens depois de God of War Ragnarök, o cenário funciona como uma piscadela amigável. Além disso, o preço em torno de 30 euros faz com que alguns enxerguem o jogo mais como uma “viagem de gênero barata com verniz de God of War” do que como um blockbuster AAA completo.
O grande problema: história e personagens quebram o cânone
Kratos como o “irmão mais velho gente boa”?
A crítica mais dura se concentra na narrativa e na construção dos personagens. Vários fãs de longa data se sentem contrariados porque, na percepção deles, Sons of Sparta enfraquece pilares centrais da biografia de God of War.
Os pontos que mais aparecem são estes:
- Kratos antes do pacto com Ares:
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