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Bloomberg: Restrições à internet na Rússia podem ser flexibilizadas.

Mulher sorridente usando celular e laptop em cafeteria com jornal sobre a mesa e bonde amarelo ao fundo.

No contexto do descontentamento com os bloqueios do Telegram

Diante da insatisfação pública com o aperto das restrições à internet na Rússia, sobretudo em torno do Telegram, as autoridades russas podem rever, segundo a Bloomberg, o ritmo da campanha de bloqueio de serviços on-line. Fontes ouvidas pela Bloomberg afirmam que a pressão do bloco de segurança por um controle mais rígido da rede está levando parte dos funcionários do governo a temer que medidas excessivamente duras possam trazer riscos políticos e econômicos.

Segundo a Bloomberg, isso pode desacelerar novos apertos nas restrições e permitir que o Telegram continue operando na Rússia.

Nos últimos anos, a Rússia vem restringindo de forma contínua o acesso a plataformas estrangeiras, entre elas YouTube, Facebook, WhatsApp e Instagram*. Ao mesmo tempo, o mensageiro nacional Max vem sendo promovido como alternativa. Em paralelo, aumentou a pressão sobre o Telegram e foram testadas novas medidas de controle do acesso à internet, inclusive a limitação de serviços de VPN.

De acordo com o centro sociológico estatal VTsIOM, o nível de confiança em Putin caiu mais de 8 pontos percentuais desde janeiro, para 67,8%. Isso ocorre em meio à preparação para as eleições parlamentares de setembro, o que amplia os riscos ligados ao incômodo da população com os transtornos digitais do dia a dia.

Atualizado: uma fonte da Forbes próxima da situação confirma os dados da Bloomberg. Segundo a informação, decidiu-se reduzir a pressão por meio do alívio dos bloqueios ao Telegram. Isso pode ajudar a diminuir a tensão que vem crescendo desde o início do ano diante de mudanças tributárias, alta de preços e problemas de conexão.

  • Pertencem à Meta, empresa considerada extremista e proibida na Rússia

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