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A Generalist AI lançou a GEN-1, uma IA para robôs que se adapta a novas tarefas com apenas uma hora de treinamento.

Jovem observa robô humanoide manipulando blocos coloridos em mesa de laboratório tecnológico.

Nova IA incorporada GEN-1 da Generalist AI une percepção, raciocínio e movimento, com até 99% de sucesso em tarefas físicas

A Generalist AI apresentou um novo modelo para robótica chamado GEN-1, que, segundo a empresa, representa um avanço importante em direção à criação de uma inteligência artificial universal voltada para a execução de tarefas físicas. O sistema é descrito como um “modelo-fundação incorporado”, capaz de perceber, raciocinar e agir no mundo físico.

O GEN-1 foi treinado em grandes conjuntos de dados de interações reais, e não em amostras restritas a um único tipo de atividade. De acordo com a empresa, o modelo alcança 99% de sucesso na execução de determinadas tarefas, um resultado bem acima do sistema anterior, que ficava em 64%, além de realizar essas tarefas três vezes mais rápido. Para se adaptar a novos desafios, ele precisa de cerca de uma hora de treinamento com dados recentes.

Diferentemente dos robôs industriais tradicionais, que operam em ambientes controlados, o GEN-1 foi projetado para funcionar em cenários dinâmicos. Ele integra percepção, tomada de decisão e movimento em uma única arquitetura. A empresa define “domínio” em robótica como “a combinação de confiabilidade, velocidade e inteligência de improviso - a capacidade de se adaptar a situações inesperadas”.

As demonstrações mostraram robôs executando tarefas repetitivas, como dobrar caixas, embalar objetos e montar componentes, com erros mínimos mesmo após centenas ou milhares de repetições. O GEN-1 se apoia no modelo anterior GEN-0, que comprovou a existência de “leis de escalonamento em robótica”, semelhantes às observadas no desenvolvimento de modelos de linguagem.

Um ponto central da abordagem é o uso, no pré-treinamento, de dados sobre atividade humana coletados por dispositivos vestíveis, o que reduz a dependência de conjuntos de dados caros de teleoperação. Apesar dos avanços, a empresa admite que nem todas as tarefas ainda atingem o nível de desempenho necessário para uma adoção em larga escala e que ainda é preciso melhorar a velocidade e a confiabilidade.

A Generalist AI concedeu acesso antecipado ao GEN-1 a parceiros selecionados e segue trabalhando no desenvolvimento da plataforma. O anúncio acompanha a tendência da robótica de criar “sistemas de IA físicos” capazes de se adaptar e aprender para operar em condições reais.

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