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Astrônomos identificaram um possível novo tipo de anão branco, resultado da fusão de estrelas.

Jovem cientista analisa simulação de campo magnético e raio cósmico em monitor de alta resolução.

Dois objetos com propriedades extremas - rotação rápida, campo magnético intenso e emissão de raios X - podem indicar um tipo de remanescente estelar até então desconhecido

Astrônomos identificaram uma nova classe de remanescentes estelares, formada por dois objetos com características incomuns. Batizados de "Do Tamanho da Lua" e "Gandalf", eles compartilham cinco propriedades: são ultramassivos, altamente magnéticos, giram muito rápido, não possuem satélites e emitem raios X. Os pesquisadores avaliam que esses corpos podem ser o resultado da fusão de estrelas.

As anãs brancas, categoria à qual esses objetos pertencem, normalmente se originam de estrelas com menos de 8–10 massas solares, depois que elas esgotam seu combustível nuclear. Mesmo assim, "Do Tamanho da Lua" e "Gandalf" se destacam de forma clara entre as demais anãs brancas. "Gandalf", por exemplo, completa uma volta em apenas 6 minutos, um ritmo muito mais veloz do que o observado em quaisquer pares conhecidos de anãs brancas.

Anãs brancas ultramassivas, magnetismo e raios X: o caso de "Gandalf"

As observações também mostraram que "Gandalf" está cercado por um meio anel de material circunestelar, algo pouco comum para anãs brancas. A análise dos espectros de hidrogênio revelou um pico duplo, sinal que aponta para a presença de um disco. Os cientistas levantam a hipótese de que esse meio anel possa ter surgido em decorrência do campo magnético assimétrico do objeto.

Há três hipóteses para explicar a origem desse material residual ao redor da estrela. A primeira sugere que ele foi expelido pela própria anã branca. A segunda relaciona o meio anel aos restos deixados pela fusão de estrelas. Já a terceira considera que o material possa ter sido capturado de fontes externas, como asteroides ou planetas, embora essa explicação não dê conta da emissão de raios X.

Os pesquisadores afirmam que a descoberta dessa nova classe de remanescentes estelares exige estudos adicionais. Segundo Ilaria Cayazzo, coautora do trabalho, encontrar dois objetos com cinco características em comum já é suficiente para separar um novo grupo, mas confirmar essa hipótese depende da identificação de mais observações semelhantes.

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