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Nos EUA, querem revisar regras antigas que limitam a SpaceX, para aumentar a capacidade em 100–700%.

Mulher observando satélite com antena, laptop e calendário em mesa ao ar livre, edifício com cúpula ao fundo.

Decisão sobre a FCC, Starlink e Leo será tomada em 30 de abril

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) pretende revisar regras em vigor há décadas para ampliar de forma significativa a velocidade da internet via satélite da Starlink, da SpaceX, e da Leo, da Amazon.

No dia 30 de abril, o órgão realizará uma votação sobre uma resolução voltada a modernizar a forma como o espectro de radiofrequência é distribuído entre os antigos sistemas de satélites geoestacionários e as novas constelações de satélites em órbita baixa.

O presidente da FCC, Brendan Carr, já vem saudando a medida como uma maneira de eliminar as “restrições obsoletas de potência da internet via satélite” e aumentar a velocidade. Na quinta-feira, a Comissão divulgou o texto completo da proposta de 67 páginas, que menciona melhorias relevantes destinadas a elevar o desempenho da Starlink, principal fornecedora de internet via satélite, que já atende 10 milhões de clientes ativos em todo o mundo.

A proposta se concentra nas regras de “densidade equivalente de fluxo de potência” (EPFD), criadas no fim da década de 1990, que limitam a quantidade de energia transmitida pelos sistemas de satélite para os equipamentos em solo e a partir deles. No texto, a FCC afirma que as normas atuais levaram o setor de satélites a “proteger em excesso” os sistemas geoestacionários em órbitas mais altas em detrimento de novas constelações, como a Starlink, restringindo sua capacidade de oferecer velocidades maiores.

A FCC decidiu revisar essas regras, deixando de “impor limites agregados ou de outro tipo” às constelações de satélites em órbita baixa. Em vez disso, a intenção é flexibilizar a regulamentação para que operadores de satélites geoestacionários e de órbita baixa atuem em “coordenação de boa-fé” e “negociem a proteção adequada contra interferências por meio de acordos privados voluntários”.

Isso pode significar um “aumento de 100–700% na capacidade” usando a mesma quantidade de satélites, acrescentou a FCC. Por outro lado, uma empresa pode optar por empregar menos satélites para atender cada região, reduzindo custos e, eventualmente, os preços para os consumidores.

A FCC também observou que concorrentes podem “oferecer serviços da mesma qualidade usando uma constelação menor de satélites”, o que abriria espaço para outras alternativas acessíveis ao consumidor.

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