Reatores compactos da Radify Metals permitem obter metais puros a partir de óxidos com emissões mínimas
A Radify Metals apresentou uma tecnologia que pode transformar o mercado de metais de terras raras. A empresa criou reatores de plasma capazes de converter óxidos metálicos em metais puros, com geração mínima de resíduos. Antes visto como caro demais para uso comercial, esse processo agora se tornou viável graças a novas soluções de engenharia e a uma eletrônica mais eficiente.
Os métodos convencionais de processamento de metais, como os que dependem de calor ou água, costumam causar forte impacto ambiental. O sistema por plasma, em contraste, libera apenas vapor d’água. No reator da Radify, o hidrogênio é aquecido até virar plasma, e o pó de óxido metálico é inserido na câmara, onde o oxigênio é removido. Ao final, o resultado é metal puro. Para trocar o material processado, basta ajustar os parâmetros de operação do reator.
A empresa tem concentrado seus esforços no processamento de disprósio e samário, elementos essenciais para a fabricação de ímãs e componentes eletrônicos. Como os reatores são menores, os custos de produção caem e a flexibilidade aumenta. Assim, se o preço do disprósio variar, a companhia pode migrar para o processamento de titânio ou zircônio, o que a deixa menos exposta às oscilações do mercado.
No momento, uma equipe de cinco pessoas trabalha em um laboratório em Campbell, Califórnia, e a meta é produzir alguns quilogramas de metal puro por dia até o fim do ano. Nos próximos meses, a Radify pretende captar novos investimentos para construir um reator-piloto com capacidade de até 100 quilogramas por dia.
Se a tecnologia provar sua eficiência em escala maior, a Radify poderá competir com fabricantes chineses. No futuro, a empresa acredita que poderá alcançar a paridade e até reduzir os custos.
Além dos metais de terras raras, a Radify também avalia a viabilidade de processar háfnio, urânio, escândio e titânio, usados na eletrônica e no setor aeroespacial. A tecnologia também pode ser aplicada a metais mais comuns, como ferro e alumínio, embora, por enquanto, sua eficiência ainda não seja suficiente para enfrentar os métodos tradicionais.
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