Apple restringe apps de codificação por vibe e cita a proibição de execução dinâmica de código
A Apple passou a impor limites às atualizações de aplicativos de codificação por vibe, que permitem criar scripts e apps a partir de comandos de texto enviados à IA. Desenvolvedores desses produtos relatam que não conseguem publicar novas versões na App Store sem alterar o funcionamento do aplicativo.
Entre os casos citados estão o Replit e o Vibecode. Esses apps possibilitam gerar e executar código diretamente no aparelho do usuário, inclusive para criar jogos e outros aplicativos.
A justificativa da Apple está nas regras já vigentes da App Store. Segundo a empresa, elas proíbem que aplicativos baixem e executem código capaz de modificar sua funcionalidade depois da aprovação na revisão, conforme o item 2.5.2. Além disso, a companhia também invoca o contrato de licença do desenvolvedor, na seção 3.3.1(B), que veta mudar a finalidade principal do app por meio de código baixado.
O impasse nasce da própria lógica da codificação por vibe: na prática, esses aplicativos acabam funcionando como um ambiente de desenvolvimento, no qual o comportamento muda de forma dinâmica. Ao mesmo tempo, os programas criados neles não são distribuídos pela App Store, mas rodam localmente ou como aplicações web.
Segundo fontes, a Apple estaria sugerindo uma saída intermediária - por exemplo, levar a pré-visualização dos apps gerados para o navegador, em vez de executá-la dentro do cliente.
Na empresa, a posição é de que não houve criação de novas regras, mas sim a continuidade do trabalho com desenvolvedores para explicar os requisitos e como cumpri-los. Ainda assim, a própria Apple já vem incorporando ferramentas de geração de código ao Xcode, inclusive com integrações com soluções da OpenAI e da Anthropic.
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