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Nova terapia CRISPR reduziu a necessidade de transfusões em pacientes com beta-talassemia.

Jovem com camisa azul e curativo no braço segura frasco de sangue ao entrar em sala iluminada.

Edição de DNA trouxe efeito duradouro em todos os participantes do ensaio clínico

Um processo aprimorado de edição de genes permitiu reativar a versão fetal do gene da hemoglobina, e isso serviu de base para uma nova terapia contra a β-talassemia, uma doença genética hereditária do sangue. O estudo, conduzido por grandes institutos da China, descreve um sistema de edição gênica aperfeiçoado, capaz de realizar alterações mais precisas e reduzir ao mínimo os erros.

Originalmente desenvolvida como um mecanismo de defesa imunológica das bactérias, a tecnologia CRISPR/Cas9 é usada para editar o DNA de forma direcionada. Ainda assim, sua aplicação envolve riscos, como quebras acidentais em outras partes do genoma. A nova abordagem contorna essas limitações ao substituir a Cas9 por uma proteína que modifica bases individuais do DNA e ao incorporar mecanismos que impedem os sistemas celulares de corrigir essas mudanças.

O estudo concentrou-se na ativação do gene fetal da hemoglobina, que normalmente é desligado na idade adulta. Os cientistas danificaram a região do DNA à qual a proteína inibidora se liga, o que permitiu que o gene fetal permanecesse ativo. A edição foi realizada em células-tronco do sangue de pacientes com β-talassemia, e, depois disso, as células com alterações bem-sucedidas foram transplantadas de volta aos próprios pacientes.

O ensaio clínico envolveu 5 pacientes. Depois da edição, suas células-tronco foram reinfundidas, enquanto as células existentes foram eliminadas com quimioterapia. Algumas semanas mais tarde, o nível de hemoglobina começou a subir, e todos os pacientes alcançaram o principal critério de sucesso: passaram mais de 6 meses sem precisar de transfusão de sangue.

Apesar do custo elevado do procedimento, os resultados mostram a passagem da edição gênica de uma tecnologia experimental para a criação de diversas terapias. Ainda será necessário avaliar os efeitos de longo prazo na qualidade de vida dos pacientes, mas eles provavelmente serão significativos.

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