Mas esse momento ainda vai levar bastante tempo: Micron e o piloto automático de nível 4
O CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, afirmou que, no futuro, veículos com piloto automático de nível 4 poderão precisar de mais de 300 GB de memória RAM. Segundo ele, o aumento da complexidade computacional em carros totalmente ou quase totalmente autônomos fará do setor automotivo um dos novos grandes consumidores de memória de alta velocidade.
A declaração foi feita após a divulgação do relatório trimestral da Micron. No segundo trimestre do ano fiscal de 2026, a empresa registrou receita de US$ 23,86 bilhões, ante US$ 8,03 bilhões no mesmo período do ano anterior. A Micron atribui esse salto principalmente à forte demanda por memória HBM, de alto custo, vinda de operadoras de infraestrutura de IA, além das restrições de oferta no mercado.
Em meio ao boom da IA, a empresa já está ampliando sua capacidade produtiva e preparando o início de novas fábricas no Japão, em Cingapura e nos Estados Unidos. Esses complexos devem começar a operar em 2028–2029. Além disso, a Micron espera elevar a produção em 20% já em 2026, para ajudar a reduzir, ao menos em parte, a pressão sobre o mercado.
Na avaliação da Micron, a demanda por chips de memória tende a crescer não só por causa dos data centers, mas também dos fabricantes de automóveis. Hoje, os carros modernos normalmente usam cerca de 16 GB de RAM, mas isso já não será suficiente em veículos com autonomia de nível 4. Esse nível significa que o carro consegue executar sozinho praticamente todas as tarefas essenciais de condução - da ultrapassagem à travessia de cruzamentos complexos - com intervenção humana mínima.
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