Processador quântico de silício foi usado para calcular o estado de energia mais baixo da molécula de água
Cientistas chineses desenvolveram o primeiro processador quântico de silício capaz de executar um conjunto completo de operações lógicas com um sistema de correção de erros - um feito inédito nessa plataforma. Até então, resultados desse tipo haviam sido alcançados em outras arquiteturas, como circuitos supercondutores, mas não em silício.
No experimento, a equipa trabalhou com quatro qubits formados por meio do posicionamento extremamente preciso de átomos de fósforo no silício. Os pesquisadores não apenas conseguiram controlar esses qubits, como também os combinaram em duas unidades computacionais protegidas, capazes de identificar erros provocados por ruído e interferências.
Além disso, o processador foi utilizado para calcular o estado de energia mais baixo da molécula de água, e o resultado obtido ficou próximo do valor teórico. Na avaliação dos autores, isso indica a viabilidade prática desse caminho para executar algoritmos quânticos reais.
Como próximos passos, os cientistas apontam a necessidade de reduzir ainda mais as interferências, aumentar a precisão no posicionamento atómico e escalar o sistema para um número maior de qubits. No horizonte de longo prazo, a meta do projeto é tornar a computação quântica em silício compatível com a indústria de semicondutores já existente e adequada para um avanço em larga escala.
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