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Dez anos após o fracasso dos consoles anteriores, Valve lança o Steam Machine: o que mudou?

Jovem sentado no sofá jogando videogame com console e controle em sala iluminada e TV ligada.

Em um mercado em que PS5 e Xbox Series já parecem ter definido as regras do jogo, a Valve resolveu reabrir um capítulo que muita gente jurava encerrado. A empresa acaba de anunciar uma nova Steam Machine - uma espécie de console/PC feita para competir diretamente com as gigantes da sala de estar. Um retorno que pega de surpresa justamente por vir de uma linha que, por anos, foi tratada como “morta”.

E não foi um anúncio discreto: junto da Steam Machine, a Valve apresentou mais três produtos - um headset de realidade virtual, o Steam Frame, um controle, o Steam Controller - mas é a nova “caixa” que roubou a cena.

Ela vem no formato de um cubo preto, com duas portas USB na parte frontal, uma tampa personalizável e uma faixa de LED que percorre todo o comprimento. A proposta é rodar os grandes jogos da Steam sem engasgos: como a própria Valve admite no vídeo de apresentação, é um PC gamer potente dentro de um gabinete mini, pronto para ligar na sua TV ou no monitor do PC. Em outras palavras, um console.

La Steam Machine est une véritable surprise en 2025

Segundo a Valve, a Steam Machine é seis vezes mais potente que um Steam Deck. Por dentro, ela traz um processador AMD Zen 4 customizado, com TDP de 30 W, 16 GB de RAM DDR5 + 8 GB de RAM GDDR6. Como indica a apresentação, ela tem fôlego para rodar os principais jogos em 4K a 60 fps, com ray tracing ativado, sim. De novo: é uma console - então ela chega no nível de exigência do mercado atual. Serão duas versões: uma com 512 GB de armazenamento e outra com 2 TB. Espaço não vai faltar. Um detalhe importante: o aparelho vai rodar SteamOS e os jogos terão certificação, como já acontece no Steam Deck. Ou seja, nada de ficar quebrando a cabeça ajustando tudo nas primeiras inicializações. Por enquanto, a Valve não divulgou preço nem data de lançamento. A expectativa é que a empresa de Gabe Newell conte mais nos próximos meses.

As Steam Machines não são uma ideia nova. A Steam já tinha lançado a linha em 2015. A proposta era justamente oferecer uma experiência de console na TV, mas o conceito perdeu força rápido, a ponto de ser declarado morto em 2018. Então, o que mudou? A resposta cabe em duas palavras: Steam Deck.

Na prática, as primeiras Steam Machines eram apenas PCs com SteamOS (e, muitas vezes, Windows instalado ao lado). Eram produtos licenciados, feitos por diferentes fabricantes, como Alienware, Zotac e Gigabyte. Híbridas, meio desajeitadas e caras, essas máquinas não convenceram o público, que preferiu continuar no PC “tradicional”.

Em 2021, a Valve muda de rumo com o Steam Deck. É ele que reinicia toda a estratégia da empresa. A Valve aprendeu com os erros ao vender um produto próprio, mais fechado, com um sistema mais “cara de console” e, principalmente, mais simples de usar. Agora, os jogos são certificados e ajustados para o hardware. Simples, direto e prático. É exatamente essa filosofia que a nova Steam Machine tenta repetir. Resta saber se ela vai atrair muita gente - e isso vai depender de um ponto decisivo: o preço.

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