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Com a revitalização do Leopard 1A5BR, Exército Brasileiro avança e mantém a capacidade blindada até 2040

Dois soldados revisam documentos em frente a um tanque militar camuflado dentro de uma oficina.

No momento em que a maioria das forças terrestres corre para definir o “próximo MBT”, o Exército Brasileiro (EB) faz um movimento mais pragmático: garantir que o que já está em operação continue entregando resultado. Dentro do Programa de Forças Blindadas Estratégicas, a Força segue avançando na revitalização dos Leopard 1A5BR para manter as unidades plenamente capazes enquanto amadurece a decisão sobre o futuro substituto da frota.

Com o objetivo de prolongar a vida útil desses carros de combate até 2040, a iniciativa preserva o poder de fogo e a mobilidade da cavalaria blindada do EB, assegurando a continuidade das missões e a capacidade operacional no curto e médio prazo.

A revitalização dos Leopard 1A5BR está a cargo do Parque Regional de Manutenção da 3ª Região Militar (Pq R Mnt/3), em Santa Maria (RS). No local, uma equipe técnica especializada conduz um ciclo amplo de intervenção, que envolve troca de componentes eletrônicos, revisão estrutural do chassi e da torre e a adoção de novas soluções desenvolvidas por engenheiros do Instituto de Engenharia Militar (IME). Segundo o diretor do Parque Regional de Manutenção, Coronel Idunalvo Mariano, “a revitalização do Leopard garante mais 15 anos de vida útil operacional, fortalecendo a projeção de poder do Exército Brasileiro”.

Os trabalhos, iniciados em 2025, preveem a modernização de 52 tanques ao longo de uma década. As duas primeiras unidades já foram entregues, após passarem com êxito por testes de desempenho e confiabilidade. Em média, cada Leopard 1A5BR demanda cerca de dois meses de trabalho intensivo, incluindo checagens dos sistemas de partida, frenagem e estabilização da torre, além da calibração do armamento principal. Finalizada essa etapa, os veículos retornam aos seus respectivos regimentos de cavalaria blindada, distribuídos pelos três estados sob jurisdição do Comando Militar do Sul, responsável por aproximadamente 80% da frota de veículos blindados do país.

O projeto também evidencia o esforço do Exército para ampliar sua autonomia industrial. No Parque Santa Maria, uma seção de Estudos e Projetos desenvolve peças de fabricação nacional para substituir itens importados, reduzindo custos e garantindo a oferta de sobressalentes. Além de diminuir a dependência externa, essa estratégia estimula a inovação tecnológica dentro das Forças Armadas e reforça a sustentabilidade do programa.

Enquanto os Leopard 1A5BR passam pelo processo de revitalização, o Exército Brasileiro segue avaliando alternativas de substituição no âmbito do Programa de Forças Blindadas Estratégicas. Essa análise, iniciada em 2024, inclui a aquisição de novos Veículos de Combate de Infantaria (VBC Fuz) e Veículos de Combate de Tanques (VBC CC), com opções como o CV90 e o CV90120 da BAE Systems, o Sabra Luz da Elbit Systems e o VT5 da Norinco. Esses sistemas integram um plano de longo prazo, estimado em mais de R$ 30 bilhões (USD 5,3 bilhões), voltado a equipar o Exército com 2.096 veículos blindados de última geração até 2040.

Em paralelo, o Exército obteve avanços relevantes na recuperação da frota de tanques M60A3 TTS Patton, com 17 unidades recentemente devolvidas ao serviço operacional após a Operação Patton 2025. Assim como ocorre com os Leopard, essas ações robustas de manutenção permitem manter a capacidade de combate enquanto se define o novo padrão de blindados do país.

Imagens utilizadas para fins ilustrativos.

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