Europa encontra uma forma de alcançar a SpaceX na fabricação de componentes de foguetes
Pesquisadores do Fraunhofer Institute for Casting, Composite and Processing Technology desenvolveram um novo processo de impressão 3D voltado à produção de componentes críticos de motores de foguete, combinando vários metais no mesmo ciclo de fabricação.
Com essa tecnologia, passa a ser possível imprimir peças complexas inteiras, em uma única etapa, em vez de produzi-las em partes para depois soldar e montar. A expectativa é reduzir a quantidade de itens separados, diminuir o custo de produção e acelerar o desenvolvimento de novos sistemas de foguetes - incluindo futuros programas europeus após o Ariane 6.
Um dos principais ganhos apontados é a capacidade de posicionar cada material exatamente onde ele faz sentido no projeto: metais resistentes ao calor nas regiões por onde passam gases muito quentes, metais magnéticos em elementos de controle e materiais mais leves onde as exigências de carga permitem. Como exemplo, o Fraunhofer cita uma válvula de foguete que conseguiu imprimir como uma peça única, usando aço magnético e aço não magnético no mesmo componente.
Os responsáveis pelo trabalho reconhecem que o método ainda é tecnicamente exigente, já que nem todos os metais podem ser combinados diretamente. Em contato direto, por exemplo, titânio e níquel podem tornar a peça frágil e mais sujeita a trincas. Para contornar esse problema, a equipa aplicou uma camada intermediária fina de molibdénio.
Na avaliação do Fraunhofer, esse tipo de impressão 3D multimaterial tem potencial para permitir que a Europa desenvolva foguetes com mais rapidez e a um custo menor.
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