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Um ferry na França foi alvo de ameaça por software de controle remoto; suspeito foi detido.

Homem com laptop em cena de investigação no porto, com polícia e navio ao fundo.

Um cidadão letão foi formalmente investigado após a descoberta de um dispositivo de espionagem em um ferry atracado em Sète. O ministro do Interior classificou o caso como “muito grave”.

Enquanto o ataque informático ao Ministério do Interior ganha destaque na imprensa, um outro episódio, igualmente preocupante, chama a atenção. Segundo reportagem do Le Monde em parceria com a AFP, um cidadão letão foi indiciado e colocado em prisão preventiva depois que as autoridades encontraram um dispositivo espião a bordo de um ferry (o Fantastic), que estava atracado em Sète (Hérault). A matéria acrescenta que o software capaz de ter infetado esse ferry seria um RAT (Remote Access Tool), concebido para assumir o controlo de um sistema à distância.

Em comunicado, o Ministério Público de Paris declarou: “Foi aberta uma investigação judicial pelos crimes de ataque a um sistema de tratamento automatizado de dados em grupo organizado com o objetivo de servir os interesses de uma potência estrangeira, participação em associação criminosa, posse sem motivo de equipamento ou programa concebido para um ataque a um sistema de tratamento automatizado de dados em grupo organizado com o objetivo de servir os interesses de uma potência estrangeira.”

Caso “muito grave”, diz o ministro do Interior - ferry Fantastic

Por sua vez, o ministro do Interior, Laurent Nuñez, optou por não comentar demasiado o caso, referindo o segredo de justiça. Ainda assim, em entrevista à Franceinfo, descreveu o episódio como “muito grave”. O ministro também confirmou que há “indivíduos que tentaram introduzir-se num sistema de tratamento de dados”.

O objetivo seria desviar o barco? De acordo com o ministro do Interior, neste momento não há certezas sobre isso.

Já numa entrevista ao Le Parisien, Olivier Jacq, especialista em cibersegurança marítima, afirmou que o risco de o barco poder ser controlado à distância é “próximo de zero”.

Conforme a reportagem publicada pelo Le Monde, o Fantastic chegou a ficar, inicialmente, imobilizado, mas já conseguiu voltar ao mar após as diligências da DGSI.

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