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Falsificação do século? Falso Samsung 990 Pro é quase idêntico ao original.

Mãos segurando dois SSDs Samsung 990 Pro sobre mesa com notebook, lupa e caixa ao fundo.

Capacidade - 1 TB real, e as velocidades sequenciais de leitura e gravação ficam pouco abaixo do original (Samsung 990 Pro)

No Japão, foi identificada uma nova falsificação do SSD Samsung 990 Pro que foge bastante do padrão das cópias comuns. Segundo o Akiba PC Hotline, o clone é quase indistinguível do produto legítimo em termos de embalagem e aparência e, em testes sintéticos básicos, entrega resultados parecidos com os do original.

A cópia reproduz a caixa oficial da Samsung com tamanha precisão que até um comprador experiente pode ter dificuldade em perceber o golpe. Um dos poucos sinais externos citados é a presença de um suporte/aba para pendurar na vitrine - no original, esse elemento não existe. O próprio SSD também vem com etiqueta e identidade visual muito semelhantes às do modelo verdadeiro.

Por dentro, porém, há diferenças importantes. Em vez do controlador proprietário da Samsung, o falsificado usa o controlador Maxio MAP1602. Além disso, não há memória LPDDR4, componente presente no Samsung 990 Pro original. Quanto à memória flash, a suspeita é de uso de QLC no clone, enquanto o produto autêntico emprega V-NAND TLC de 176 camadas.

Ainda assim, o falso surpreendeu nas operações sequenciais, com até 7255 MB/s em leitura e 6090 MB/s em gravação. Esses números ficam próximos dos do Samsung 990 Pro 1 TB original - 7450 MB/s e 6900 MB/s, respectivamente. É justamente essa proximidade em medições rápidas que torna o clone relativamente difícil de separar do legítimo à primeira vista.

Na verificação com o H2testw, o volume anunciado de 1 TB realmente estava disponível, ou seja, não se trata da falsificação clássica com firmware adulterado e capacidade “falsa”. Porém, ao gravar 976,6 GB, a taxa caiu para aproximadamente 132 MB/s. Em um cenário real de transferência de um arquivo de vídeo de 397,2 GB, o Samsung 990 Pro original concluiu a tarefa em 3 minutos 33 segundos, com média de 1 861 MB/s, enquanto o clone levou 25 minutos 20 segundos e ficou em apenas 261 MB/s. De acordo com a publicação, depois de esgotar o cache SLC, o SSD falsificado praticamente “despenca” para a faixa de cerca de 100 MB/s, ao passo que o original sustenta algo em torno de 1500 MB/s. Em outras palavras, em medições curtas a falsificação convence, mas em uso prolongado perde por múltiplas vezes.

Como ressaltado, a forma mais confiável de checar a autenticidade de um SSD Samsung é usar o programa oficial Samsung Magician. Unidades falsificadas não passam pela autenticação nesse software e não recebem acesso aos recursos proprietários.

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