Pular para o conteúdo

Preço dos combustíveis na França: quedas pequenas na bomba após o cessar-fogo no Irã

Homem abastecendo carro em posto de combustível com prédios ao fundo durante o dia.

As reduções em discussão são completamente insignificantes quando comparadas às altas registradas nas últimas semanas.

Na quarta-feira, 8 de abril, após o anúncio do cessar-fogo no Irã, o presidente da União Francesa das Indústrias Petrolíferas (Ufip), Olivier Gantois, afirmou que os preços dos combustíveis poderiam cair de 5 a 10 centavos por litro na França “muito rapidamente”. Ele também disse que “os mercados petrolíferos reagiram muito depressa” ao cessar-fogo, com uma queda no preço do petróleo bruto de “cerca de US$ 15”, efeito que poderia chegar às bombas em “um ou dois dias”.

Como prometido, uma queda bem discreta já é observada nesta sexta-feira nos postos com maior volume de vendas, segundo a RMC. O mesmo deverá ocorrer neste domingo ou na segunda-feira nos estabelecimentos que são reabastecidos com menos frequência. Citado pelo veículo, Francis Pousse, presidente da área de postos de combustíveis e novas energias da Mobilians, explicou:

De um lado, temos a cotação do barril e, em seguida, em Roterdã, temos a cotação do produto final. No caso do diesel, vimos de fato uma queda de quase US$ 300 por tonelada em dois dias, mas, infelizmente, já recuperamos US$ 100. Então, teremos reduções de 5 a 10 centavos, desde que esse famoso índice Platts do diesel - referência no mercado atacadista, nota da redação - se mantenha.

Quedas muito limitadas nos preços dos combustíveis

Tudo, portanto, depende da situação no Oriente Médio e da forma como ela é interpretada pelos investidores. Ainda assim, os valores mencionados nos postos não chegam nem perto das altas de preço observadas na França ao longo das últimas semanas. Em 27 de março, por exemplo, publicamos um levantamento das elevações praticadas pelas diferentes redes, com base em registros datados de 26 de março.

No caso da gasolina, o ranking das altas por rede era o seguinte:

  1. Sistema U: +0,32 €
  2. Leclerc: +0,32 €
  3. Dyneff: +0,31 €
  4. Auchan: +0,30 €
  5. Intermarché: +0,29 €
  6. Supermercado Match: +0,28 €
  7. Carrefour: +0,28 €
  8. Netto: +0,28 €
  9. Esso: +0,28 €
  10. Independente sem bandeira: +0,27 €
  11. Avia: +0,27 €
  12. ENI: +0,24 €
  13. TotalEnergies: +0,22 €

No diesel, as altas eram ainda mais fortes:

  1. Auchan: +0,58 €
  2. Leclerc: +0,58 €
  3. Supermercado Match: +0,58 €
  4. Sistema U: +0,57 €
  5. Carrefour: +0,56 €
  6. Área C: +0,56 €
  7. Intermarché: +0,55 €
  8. Esso: +0,53 €
  9. Netto: +0,52 €
  10. Avia: +0,52 €
  11. Independente sem bandeira: +0,50 €
  12. Dyneff: +0,49 €
  13. ENI: +0,44 €
  14. TotalEnergies: +0,33 €
  15. Elan: +0,26 €

Em outras palavras, mesmo que a recente queda se confirme, ainda vai levar muito tempo para que ela compense as fortes altas aplicadas ao longo do último mês. E, como costuma acontecer nesse tipo de cenário, a transmissão da cotação internacional para o preço final na bomba nem sempre é imediata: os postos trabalham com estoques comprados em momentos diferentes, o que faz com que a queda apareça de maneira desigual de um lugar para outro.

Além disso, fatores como logística, volume de vendas e ritmo de reposição também ajudam a explicar por que dois postos da mesma região podem exibir preços distintos no mesmo dia. Em períodos de forte volatilidade, essa defasagem entre o mercado atacadista e o valor pago pelo motorista tende a ficar ainda mais evidente.

E no seu caso, você já notou essas mudanças na bomba nesta sexta-feira? Conte para a gente nos comentários.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário