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Cupra Raval: a elétrica mais acessível da marca chega com visual marcante e conteúdo de sobra

Carro elétrico Cupra Raval cinza com detalhes em cobre exibido em showroom moderno.

A Cupra aposta alto na Raval, que passa a ser o modelo mais acessível da linha. Mesmo com preço inicial de 25.995 €, o hatch elétrico está longe de parecer uma versão simplificada. Primeiras impressões.

O Grupo Volkswagen tem grandes planos para a Cupra Raval. Trata-se, na prática, do primeiro carro elétrico urbano do gigante alemão, com a marca espanhola saindo na frente dos futuros Volkswagen ID.Polo e Skoda Epiq. Isso já permite imaginar um pouco do que esses dois modelos devem entregar. E, depois de conhecer a Raval nos arredores de Barcelona, fica claro que a equipe da Cupra fez um trabalho muito bem executado.

Com seu nariz em formato de tubarão e os faróis triangulares e afilados, a Cupra Raval não economiza personalidade. Como se isso não bastasse, a grade iluminada e o logotipo retroiluminado reforçam ainda mais sua presença. O carro surge como uma espécie de Born em escala reduzida, com 4,05 metros de comprimento e 1,78 metro de largura. Em outras palavras, estamos diante de um verdadeiro modelo urbano, baseado na nova plataforma MEB+ do Grupo Volkswagen.

Adeus ao 100% tátil: a ergonomia volta ao centro na Cupra Raval

Fiel ao espírito irreverente da Cupra, o perfil aposta em rodas de 17, 18 ou 19 polegadas para sustentar linhas bastante tensas. A traseira conta com uma tampa de porta-malas saliente, acompanhada por uma faixa luminosa com o emblema brilhando com destaque. Por dentro, a marca corrige os tropeços vistos em outros elétricos do catálogo. As irritantes superfícies sensíveis ao toque saem de cena, dando lugar a botões físicos no volante.

Além disso, quatro comandos posicionados no forro da porta do lado do motorista controlam os vidros. O acesso ao carro é simples e a adaptação acontece de forma imediata. Isso muda bastante em relação aos modelos anteriores, cujo primeiro contato exigia quase uma curva de aprendizado. A Cupra destaca ainda que pelo menos 36% dos tecidos usados na cabine são reciclados, enquanto os bancos concha podem receber revestimento totalmente vegano.

Uma cabine de alta tecnologia com Android para a Cupra Raval

Isso não compromete o acabamento, que é bom para a categoria. Somado ao acerto ergonômico, fica a impressão de que o Grupo Volkswagen retomou o que sabe fazer de melhor. Não há deslizes nos sistemas de tela, que agora operam com Android OS. A resposta da central de 12,9 polegadas é rápida, enquanto o motorista conta com um quadro de instrumentos personalizável de 10,25 polegadas. É a primeira vez que isso aparece em uma Cupra elétrica.

Vale destacar também o trabalho feito no sistema de iluminação ambiente, com efeitos bem impressionantes nas portas dianteiras, como se houvesse um mini projetor embutido nos apoios de braço. O espaço traseiro impressiona para um carro tão compacto. A folga para pernas e cabeça está entre as melhores do segmento, e o banco traseiro oferece apoio suficiente às coxas. Não há túnel central. Muito melhor do que o Renault 5.

Ainda no uso diário, a proposta da Raval parece pensada para quem alterna entre trânsito pesado e deslocamentos mais longos. A posição de dirigir baixa, a cabine bem organizada e a boa área envidraçada ajudam na visibilidade e na confiança ao volante. Para uma elétrica urbana, esse conjunto faz diferença tanto em manobras apertadas quanto em viagens curtas no fim de semana.

O segredo do porta-malas recorde de 441 litros da Cupra Raval

Melhor ainda, a Raval consegue levar até 441 litros, superando até a irmã maior Born, que fica em 385 litros. O segredo está no motor elétrico instalado sob o capô dianteiro, o que realmente libera espaço para as malas. Só dá para apontar que a altura do vão de carga é um pouco elevada. Mas isso é detalhe, porque o volume é excelente e ainda há um assoalho duplo, que melhora a modularidade.

Na parte mecânica, a Cupra Raval terá quatro versões. A configuração de entrada, chamada Raval, entrega 116 cv e trabalha com bateria de 37 kWh, o que garante autonomia de 300 km. O nível seguinte, V Plus, mantém a mesma bateria, mas sobe a potência para 135 cv. A potência de recarga em corrente contínua DC é de 50 kW na versão de 116 cv e de 88 kW na variante de 135 cv. Nos dois casos, a recarga em corrente alternada AC chega a 11 kW.

Cupra Raval: versões, autonomia e tecnologia de segmentos superiores

Para quem quiser mais alcance, será preciso mirar nas versões V Endurance e VZ, que prometem autonomias de 450 km e 400 km, respectivamente, graças a uma bateria de 52 kWh. A VZ, como esperado, entrega a maior potência da gama, com 226 cv, enquanto a VZ Endurance fica em 211 cv. A recarga rápida em corrente contínua DC sobe para 105 kW, enquanto o carregamento em corrente alternada AC continua em 11 kW.

Todas as Cupra Raval são dianteiras. A função V2L está disponível, assim como o modo One Pedal, que facilita bastante a condução na cidade. Em matéria de equipamentos, a espanhola promete uma longa lista de mimos. Entre os destaques, vale citar a condução semiautônoma com reconhecimento de semáforos e lombadas, a suspensão adaptativa, o sistema de som Sennheiser com 12 alto-falantes, a câmera 360° e o Park Assist remoto.

Nossa avaliação da Cupra Raval

Espaçosa, bem-acabada, versátil, equipada e estilosa, a Cupra Raval reúne todos os ingredientes para fazer sucesso. Com preço inicial fixado em 25.995 €, que ainda pode cair com os incentivos governamentais, ela também tem o mérito de ser bastante competitiva. Agora, resta aguardar o teste completo da pequena espanhola, previsto para maio, quando acontecerão as primeiras avaliações dinâmicas.

Entre o visual ousado desta Cupra Raval e o charme retrô do Renault 5, qual você escolheria para a sua garagem? Queremos saber a sua opinião nos comentários!

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