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Seguro auto na França deve encarecer e surpreender motoristas

Carro elétrico vermelho moderno exposto em showroom com placa "Seguro+" e tela com gráfico ao lado.

Más notícias estão a caminho para os motoristas na França.

Quem está prestes a receber a renovação do seguro do carro pode se deparar com um aumento nada simpático. De acordo com as consultorias Addactis, especializada em avaliação de riscos, e Facts & Figures, o prêmio do seguro deve subir entre 4% e 5% no próximo ano. Segundo a revista 60 Milhões de Consumidores, essa alta chama ainda mais atenção porque representa um ritmo quatro a cinco vezes superior ao da inflação.

Entre os fatores que explicam essa piora, as seguradoras citam a elevação no número de acidentes de trânsito que precisam indenizar e também o avanço dos furtos de carros e de acessórios. Os dados mencionados pelos veículos de imprensa mostram que apenas 4 em cada 10 veículos roubados são recuperados.

Ao mesmo tempo, o comportamento dos motoristas também entra na conta. O uso do celular ao volante e o consumo de drogas seguem associados a acidentes fatais. Além disso, o custo dos reparos já avançou 4,4%, e a tendência deve continuar no próximo ano, segundo o veículo especializado que cita a consultoria Addactis.

Motoristas franceses e seguro auto: por que trocar de seguradora ainda assusta

Apesar da previsão de reajuste, muita gente na França continua sem vontade de mudar de seguradora. Uma pesquisa da OpinionWay para o LeLynx.fr mostra que 57% dos motoristas permaneceram com a mesma empresa nos últimos dez anos, mesmo com a possibilidade de economizar até 438 euros por ano no mesmo carro, conforme informa a RTL.

A resistência tem explicações conhecidas: um terço dos entrevistados teme ficar menos protegido após a troca, enquanto 20% dizem recear procedimentos complicados demais. Na prática, esse medo não se justifica, porque, com mudanças legais recentes, a nova seguradora passa a cuidar de todo o processo.

Também vale lembrar que o reajuste do seguro auto não depende apenas do preço cobrado pela companhia. O perfil do condutor, a frequência de uso do veículo, o local onde o carro fica estacionado e o histórico de sinistros pesam bastante na formação do valor final. Em períodos de inflação mais moderada, qualquer aumento acima do custo de vida costuma ser sentido com ainda mais força no orçamento familiar.

Para reduzir a conta, faz sentido comparar propostas com antecedência e revisar o nível de cobertura antes da renovação. Em alguns casos, ajustar a franquia ou escolher uma proteção mais adequada ao uso real do veículo pode fazer diferença relevante no custo anual, especialmente para quem dirige pouco ou tem um carro mais antigo.

Como pagar menos no seguro do carro

A revista 60 Milhões de Consumidores também aponta alternativas menos conhecidas para diminuir a despesa. Uma delas é dirigir com prudência para preservar uma boa classe de bônus e evitar penalidades. Algumas seguradoras, por sua vez, oferecem descontos para quem só usa o automóvel nos momentos de lazer. Outras criaram planos cobrados por quilômetro rodado. Assim, se você percorre menos de 5.000 km por ano, é possível reduzir o valor da apólice.

Outra estratégia útil é organizar melhor as informações antes de pedir novas cotações. Ter em mãos os dados do veículo, o histórico de condução e eventuais dispositivos de segurança pode ajudar na negociação, já que várias seguradoras levam esses elementos em consideração para calcular o risco. Em um cenário de aumentos sucessivos, pequenas mudanças no contrato podem gerar economia sem comprometer a proteção principal.

E no seu caso, você também percebeu essa disparada no valor do seguro do carro? Tem alguma ideia para amenizar esse impacto? Conte sua opinião nos comentários.

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