Ainda faltam alguns meses para o fim do ano, mas o assunto dos iPhones que a Apple deve apresentar em 2026 já domina boa parte das conversas. Pelos rumores, a empresa planeja lançar o iPhone 17e já no primeiro semestre. Depois, em setembro, além do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max, a marca também deve revelar seu primeiro iPhone dobrável. Mesmo assim, para o analista Dan Ives, da Wedbush, o grande motivo para otimismo não está na próxima geração de celulares, e sim na inteligência artificial, que pode se tornar a principal novidade da Apple no próximo ano.
Vale lembrar que a Apple chegou a apresentar uma prévia de uma nova versão do Siri, prometendo um assistente mais capaz e com mais ações dentro dos aplicativos ainda em 2024. No entanto, o desenvolvimento avançou bem mais lentamente do que o esperado, e a estreia desse novo Siri agora ficou para 2026. A boa notícia, segundo Dan Ives, é que a Apple finalmente deve “entrar na revolução da IA” no ano que vem.
Apple deve acelerar sua estratégia de IA
Até aqui, a Apple tem mantido um discurso bastante cauteloso quando o assunto é inteligência artificial. Ainda assim, Tim Cook já afirmou mais de uma vez que o trabalho no novo Siri continua evoluindo. Além disso, circula a informação de que, em vez de depender apenas de modelos próprios, a empresa deve adotar uma solução baseada nos modelos Gemini do Google - cuja versão Gemini 3 Pro é atualmente vista como a melhor do mercado.
Outro sinal de que a companhia está passando por uma mudança importante é a saída de John Giannandrea do comando da área de IA da Apple. O anúncio dessa mudança também veio acompanhado da expressão “estratégia renovada” para a inteligência artificial, reforçando a impressão de que a empresa está redesenhando seus planos nesse campo.
A chegada de Amar Subramanya como substituto de Giannandrea também chama atenção. Pesquisador experiente, ele já ocupou o cargo de vice-presidente de IA na Microsoft e trabalhou no Google por 16 anos. Antes de deixar a empresa, ele foi inclusive o chefe de engenharia do Gemini.
Se essa nova fase realmente acelerar, a Apple pode finalmente transformar a IA em um diferencial mais visível para o usuário comum, e não apenas em uma promessa de bastidores. Na prática, isso pode significar respostas mais naturais no Siri, maior integração entre apps e uma experiência mais fluida em tarefas do dia a dia. Para a Apple, o desafio será avançar sem abrir mão do foco em privacidade e confiabilidade, dois pilares que sempre fizeram parte da identidade da marca.
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