O Samsung Galaxy A57 é um smartphone que tenta entregar uma experiência de nível premium por um valor mais contido. Passamos sete dias com ele e agora contamos o que achamos.
A Samsung costuma dar grande destaque aos seus modelos mais caros nas campanhas de marketing. Mais recentemente, foi o Galaxy S26 Ultra que concentrou a atenção. Ainda assim, é no segmento intermediário que a marca sul-coreana vende mais, e é justamente aí que a linha Galaxy A entra em cena.
Há pouco tempo, a Samsung apresentou dois novos celulares dessa faixa: o Galaxy A37 e o Galaxy A57. Testamos o segundo deles. A proposta é clara: oferecer uma sensação premium por um preço razoável. Visual bem cuidado, tela caprichada, conjunto fotográfico interessante... motivos para chamar atenção não faltam. Mas será que a promessa se sustenta? É isso que vamos analisar.
Samsung Galaxy A57 128 GB no melhor preço
Preço base: 549 €
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Preço e disponibilidade
O Galaxy A57 já pode ser comprado no site oficial e nas lojas parceiras. Ele está disponível nas cores preto, cinza, azul e lavanda. Os preços sugeridos são os seguintes:
- 128 GB: 549 euros
- 256 GB: 599 euros
Em comparação com o Galaxy A56, lançado no ano passado, houve aumento de preço - ele custava 499 euros e 549 euros -, principalmente por causa do cenário complicado em torno da memória RAM. Na prática, isso deixa a edição de 2026 menos atraente logo de saída. O que a Samsung fez para tentar compensar esse avanço no valor? Vamos descobrir.
| Galaxy A57 | |
|---|---|
| Dimensões | 161 x 76,8 x 6,9 mm |
| Peso | 179 gramas |
| Tela | Super AMOLED de 6,7 polegadas 120 Hz 2340 x 1080 pixels 1900 nits (pico em HDR) |
| Processador | Exynos 1680 |
| RAM | 12 GB |
| Armazenamento | 128/256 GB |
| Sistema operacional | Android 16 / One UI 8.5 |
| Câmeras traseiras | Câmera principal de 50 MP f/1,8 Câmera ultra-wide de 13 MP f/2,2 Câmera macro de 5 MP |
| Câmera frontal | 12 MP |
| Biometria | Leitor de digitais sob a tela |
| Bateria | 5.000 mAh, carregamento rápido de 45 W |
| Certificação IP | IP68 |
| Cores | Preto, cinza, azul, lavanda |
Design e ergonomia do Samsung Galaxy A57
A Samsung caprichou bastante no projeto. Afinal, o visual funciona como a vitrine do aparelho e precisa transmitir refinamento em cada detalhe. O Galaxy A57 adota a linguagem estética vista na linha Galaxy S26: laterais planas, cantos arredondados e o conjunto traseiro que reúne as três câmeras em um mesmo módulo - solução que já estava presente no A56. Quem estiver acostumado com a linha premium da marca vai notar as diferenças entre este A57 e um S26, mas muita gente pode facilmente confundir os dois à primeira vista.
O acabamento é excelente. O fundo em vidro temperado chama atenção pelo aspecto sofisticado, enquanto a moldura metálica reforça ainda mais a sensação de produto caro. A Samsung também trabalhou bem nas proporções do A57, que pesa apenas 179 gramas e mede 161 x 76,8 x 6,9 mm. A espessura é um dos pontos mais agradáveis do conjunto, porque deixa o manuseio bem confortável. Em uso, ele é muito prazeroso. Vale acrescentar que o aparelho conta com certificação IP68, portanto é resistente à água e à poeira.
Esse cuidado também aparece na tela de 6,7 polegadas, que tem bordas inferiores a 2 mm e contribui para uma experiência mais confortável. O único detalhe que incomoda é a borda de baixo, que ficou um pouco mais grossa e quebra a simetria do painel. Como era de se esperar, o leitor de digitais fica sob a tela, enquanto o furo da câmera frontal ocupa a parte superior central. Uma solução tradicional, mas eficiente.
No conjunto, a Samsung entrega um smartphone muito bem acabado, bonito e agradável de usar. É um produto que mostra domínio de construção e deixa claro que a marca não trata seus modelos mais acessíveis com menos cuidado no visual. Boa impressão até aqui - mas ainda falta saber se o desempenho acompanha.
Parte técnica coerente com o preço
Um celular bonito é ótimo, mas isso não resolve nada se o desempenho for ruim. Felizmente, a Samsung passa longe dessa armadilha e entrega um aparelho tecnicamente equilibrado para a faixa em que está inserido. Tudo começa pela tela, que é simplesmente excelente. O Galaxy A57 traz um grande painel Super AMOLED de 6,7 polegadas com taxa de atualização adaptativa entre 60 e 120 Hz. A calibração de cores recebeu atenção especial, com dois perfis bem ajustados para gostos diferentes: Vívido e Natural. Nossa preferência vai para o segundo, que oferece uma imagem mais fiel e melhor para visualizar fotos. Já o brilho atinge pico HDR de 1900 nits, o que garante boa leitura mesmo ao ar livre, inclusive sob sol forte. Em resumo, a Samsung administrou muito bem a tela.
Por dentro, o Galaxy A57 usa um processador próprio da Samsung: o Exynos 1680. É um chip com potência moderada, mas suficiente para as tarefas do dia a dia. Durante nossa semana de testes, o aparelho não apresentou travamentos nem falhas. Os aplicativos abrem rapidamente, e os recursos de inteligência artificial estão disponíveis tanto para edição de fotos quanto para transcrição de voz.
Nos jogos, porém, é preciso fazer algumas concessões. Em Genshin Impact, por exemplo, é necessário reduzir os detalhes gráficos para manter uma experiência fluida a 60 quadros por segundo, sem comprometer demais a qualidade visual. O resultado é aceitável. O aquecimento fica sob controle, então longas sessões não chegam a se tornar desconfortáveis. Ou seja: não temos uma máquina monstruosa, mas sim um desempenho coerente com o preço cobrado.
A bateria também surpreende positivamente. O Galaxy A57 vem com um acumulador de 5.000 mAh e, com o One UI 8.5, a Samsung fez um trabalho de otimização muito competente, garantindo autonomia acima da média. No uso habitual, é comum terminar o dia com entre 50% e 60% restantes antes de dormir. Isso permite chegar a um dia e meio de uso, ou até dois dias para quem for mais econômico.
A isso se soma o carregamento rápido de 45 watts. Em meia hora, o aparelho chega a 60%, e completa 100% pouco depois de uma hora. Não é o melhor desempenho da categoria, mas já ajuda bastante.
No software, a Samsung continua muito forte. O Galaxy A57 vem com Android 16 e a interface One UI 8.5. Fluida, bonita e bem pensada, ela segue sendo uma das melhores do mercado - se não a melhor, na nossa opinião. O aparelho não traz todos os recursos de Galaxy AI vistos nos modelos topo de linha, mas a marca incluiu algumas ferramentas úteis, como Gemini, Circle to Search e edição de fotos. É o essencial, sem exageros. Ainda assim, gostaríamos de ver um pouco mais.
Também merece destaque a Now Bar, aquela bolha dinâmica que continua muito prática no dia a dia. Outro ponto importante é o compromisso com atualizações: o Galaxy A57 terá 6 anos de atualizações de sistema e 6 anos de atualizações de segurança. Isso significa que o celular ainda deverá estar plenamente utilizável em 2032, um argumento forte para quem costuma manter o aparelho por bastante tempo.
Um detalhe adicional que pesa a favor do A57 é a sensação de maturidade da interface. Tudo parece bem amarrado, desde os menus até a integração entre apps e atalhos rápidos. Para quem já usa outros produtos da Samsung, a experiência tende a ser ainda mais conveniente, o que ajuda o aparelho a parecer mais completo no uso cotidiano.
Câmeras: poderia ser melhor
A Samsung mexeu muito pouco no conjunto fotográfico em relação ao Galaxy A56; os sensores são os mesmos do ano passado. A fabricante apenas retocou ligeiramente o processamento HDR para tentar entregar imagens mais luminosas. O módulo do Galaxy A57 é composto por:
- Câmera principal de 50 MP com abertura f/1,8
- Câmera ultra-wide de 13 MP com abertura f/2,2
- Câmera macro de 5 MP
O smartphone oferece resultados irregulares na câmera principal. Se por um lado gostamos da nitidez e da boa reprodução de detalhes, por outro ficamos menos convencidos com a fidelidade das cores e com o controle de luminosidade. Em boas condições de luz, as imagens tendem a puxar para o branco e ficam com aparência um pouco apagada. Esse problema aparece menos em ambientes internos, mas ainda há uma administração fraca de contraste. Na foto da igreja, por exemplo, a rosácea ficou completamente estourada, embora estivesse visível a olho nu. Por outro lado, os contra-luzes externos são bem resolvidos, e o modo retrato também agrada.
Não há teleobjetiva, mas existe zoom digital de até 10x. O nível de 2x ainda se sai de forma aceitável, porém a situação piora bastante depois disso. As fotos em 10x são inutilizáveis. Uma pena.
A câmera ultra-wide, por sua vez, é praticamente dispensável. Além de distorcer as linhas retas nas bordas, ela também tem dificuldade para lidar com a luminosidade.
O modo macro marca presença, mas com imagens um tanto estranhas, nunca muito nítidas e raramente fiéis às cores, embora não sejam horríveis. Para fotografar objetos próximos, ainda é melhor recorrer à câmera principal.
Por fim, o modo noturno também decepciona. A Samsung continua privilegiando a legibilidade em detrimento do realismo, o que às vezes produz cenas iluminadas de maneira esquisita. O problema mais evidente no Galaxy A57 está no controle dos reflexos de luz, que resultam em um aspecto pouco atraente. O cenário piora ainda mais na câmera ultra-wide, que fica completamente perdida nesse tipo de situação.
Isso não significa que a parte fotográfica do Galaxy A57 seja desastrosa, para deixar claro. Na verdade, ela é até razoável para a faixa de preço. O verdadeiro problema é que a Samsung mudou muito pouco, enquanto a concorrência avançou com força. Modelos como o Redmi Note 15 Pro+ e o Motorola Edge 70, por exemplo, se mostram bem mais fortes nesse aspecto. Pena para a fabricante sul-coreana, que vai precisar reagir rapidamente.
Para quem usa bastante redes sociais, o conjunto ainda quebra um galho no sensor principal, sobretudo com boa iluminação e no modo retrato. Mas, em um mercado em que muitos intermediários já entregam fotos mais consistentes, o Galaxy A57 perde pontos justamente onde menos poderia.
Então, vale a compra?
Quando colocamos o Galaxy A57 na balança, o resultado é positivo. Ele é bonito, equilibrado, competente pelo preço e muito confortável no uso diário. No entanto, alguns fatores atrapalham a recomendação. O primeiro é a estagnação da Samsung. Enquanto os concorrentes evoluem, principalmente na área de fotografia, a marca parece confiar demais no próprio nome. Isso faz com que o Galaxy A57 seja menos indispensável do que seus antecessores foram em seus respectivos lançamentos.
O outro ponto incômodo é o aumento de preço em relação ao Galaxy A56, sem uma evolução marcante na prática. É verdade que houve ajustes na fórmula e que a alta no custo da memória empurrou os valores para cima, mas o consumidor não necessariamente sente esse avanço no bolso. Então por que não considerar um Galaxy A56, que hoje está mais barato sem ser necessariamente pior? Ou até partir para um concorrente como o Redmi Note 15 Pro+, o Nothing Phone 4a ou o Motorola Edge 70?
No fim das contas, o Galaxy A57 é um aparelho bem construído, agradável e competente, mas que encontra dificuldade para se destacar em um mercado extremamente competitivo. Ele faz sentido se aparecer com desconto; pelo preço cheio, já fica bem mais difícil recomendá-lo sem ressalvas.
Se você procura um celular com atualização longa, boa autonomia, tela excelente e interface refinada, o A57 ainda pode atender muito bem. Mas, se a câmera pesa na sua decisão ou se o preço está próximo do valor de lançamento, vale comparar com calma antes de fechar a compra.
Samsung Galaxy A57 128 GB no melhor preço
Preço base: 549 €
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Galaxy A57
549 euros
Nota geral: 6,7/10
| Critério | Nota |
|---|---|
| Design e ergonomia | 8,0/10 |
| Parte técnica | 7,5/10 |
| Câmeras | 5,0/10 |
| Bateria | 7,0/10 |
| Custo-benefício | 6,0/10 |
Pontos fortes
- Design caprichado
- Bela tela
- Processador bastante competente
- Ótima autonomia
- One UI 8.5, ainda a melhor interface da categoria
Pontos fracos
- Conjunto fotográfico apenas mediano
- Preço mais alto
- IA entregue no básico
- A concorrência oferece mais pelo mesmo valor
Comprar o Samsung Galaxy A57
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