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Impostos: você pagará bem mais se não preencher este campo na sua declaração.

Pessoa sentada à mesa usando celular e laptop para organizar contas com calculadora e caneca ao lado.

É importante não deixar isso passar.

Com a chegada da primavera e dos dias mais agradáveis, também reaparece uma obrigação da qual milhões de pessoas gostariam de escapar: a declaração de rendimentos - cheia de detalhes que exigem atenção.

É verdade que o processo ficou bem mais simples agora que o formulário vem pré-preenchido. Ainda assim, não dá para baixar a guarda: conferir cada informação continua sendo essencial para evitar erros. Além disso, vários campos não são completados automaticamente pela administração fiscal - e essa parte segue sendo responsabilidade do contribuinte.

Declaração de rendimentos: atenção às caixas 7UD, 7UJ, 7U0 e 7UF (doações)

Como destaca o site Direito e Finanças, é o caso das caixas 7UD, 7UJ, 7U0 e 7UF, que podem dar acesso a benefícios relevantes. Entre elas, a mais comum é a 7UF, usada para declarar doações a organismos de interesse geral.

Essas doações dão direito a uma redução de imposto de 66% sobre os valores doados. Na prática, se você doou € 1.000, o fisco devolve € 660 em forma de abatimento. Esse benefício vale até o limite de 20% do rendimento tributável. Em certos cenários, isso pode representar uma economia significativa - e seria um desperdício não aproveitar por simples esquecimento.

Para não ter dor de cabeça depois, vale separar com antecedência os comprovantes das doações (recibos e declarações emitidas pela entidade). Mesmo quando a informação é inserida na declaração, a documentação pode ser solicitada em caso de verificação - então organização faz diferença.

Também é recomendável confirmar se a instituição realmente se enquadra como organismo de interesse geral para fins de benefício fiscal. Nem toda doação, ainda que legítima, necessariamente abre direito ao mesmo tipo de redução; por isso, conferir a elegibilidade evita retrabalho e frustração na hora de declarar.

Mudanças no portal de impostos: autenticação em dois fatores (2FA)

Para contextualizar, a autenticação em dois fatores foi implementada no portal de impostos desde junho de 2025. Amélie Verdier, diretora-geral das Finanças Públicas, destacou: “Essa medida marca uma etapa essencial na segurança dos procedimentos fiscais”. Ela acrescentou que a novidade vai ajudar a “proteger os dados pessoais e fiscais dos usuários”.

Essa camada extra de segurança é ainda mais relevante porque o portal de impostos é um dos provedores de identidade integrados ao ecossistema FranceConnect. Ou seja, reforçar a proteção desse acesso é fundamental para a segurança de todos.

Na prática, para o usuário, o início do acesso continua como antes: é preciso informar o número fiscal e a senha habitual. Em seguida, você recebe um e-mail do endereço [email protected] com um código de segurança de seis dígitos, que deve ser inserido no portal de impostos para concluir a autenticação.

Como esse tipo de código virou alvo frequente de golpes, é prudente conferir com calma o remetente e evitar repassar o código a terceiros. O código serve apenas para confirmar o seu acesso naquele momento - e o uso indevido pode comprometer seus dados fiscais.

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