Em 2038, o porta-aviões Charles de Gaulle vai finalmente “pendurar as chuteiras” - com uma aposentadoria mais do que merecida - e abrir espaço para um porta-aviões de nova geração. Na quarta-feira, 18 de março de 2026, o Presidente da República e chefe das Forças Armadas, Emmanuel Macron, anunciou o nome do sucessor: France Libre.
A revelação foi feita durante uma visita ao canteiro e às instalações do Naval Group, nas proximidades de Nantes. Segundo Macron, a escolha pretende colocar o futuro navio “na filiação do general de Gaulle”. Ele também afirmou que “para ele, para nós, o espírito francês é um espírito de resistência” e sustentou que “esse nome sela, para o futuro, um juramento: para continuarmos livres, precisamos ser temidos; para sermos temidos, precisamos ser poderosos; e para sermos poderosos, precisamos estar prontos para os esforços”. Pelo menos, recado dado.
Uma coisa parece certa: o porta-aviões France Libre quer chegar para quebrar recordes e impor respeito. Trata-se, sem exagero, de um dos projetos militares mais relevantes da Europa. A seguir, veja 5 números impressionantes sobre o France Libre, que deve começar a cruzar os mares a partir de 2038.
Além do impacto simbólico do nome, um porta-aviões desse porte costuma ser pensado como uma peça central de dissuasão, projeção de poder e presença em áreas estratégicas, com capacidade de operar por longos períodos longe do território nacional. Na prática, isso exige uma combinação complexa de navios de escolta, logística, manutenção e pessoal altamente especializado.
Também vale lembrar que, para um navio com esse nível de ambição, o desafio não é apenas “construir o casco”: é preparar doutrina, treinamento e integração entre aviação embarcada, sistemas de proteção e rotinas de operação no mar - um conjunto que leva anos para amadurecer antes mesmo de o navio entrar plenamente em serviço.
80.000 toneladas - o peso do porta-aviões France Libre
Esse é o deslocamento, em toneladas, previsto para o futuro France Libre. Para ter uma referência, o porta-aviões atual, o Charles de Gaulle, pesa “apenas” 42.000 toneladas. Com esse salto, o objetivo político declarado é claro: impressionar.
310 metros - dimensões do porta-aviões France Libre
Se o France Libre promete ser bem mais pesado, ele também será maior no tamanho. O próximo porta-aviões francês deve ter 310 metros de comprimento, ou seja, 49 metros a mais do que o Charles de Gaulle.
Com essa dimensão, ele deve se tornar o segundo maior navio do mundo em sua categoria. O único maior será o USS Gerald R. Ford, com 333 metros de comprimento (e 100.000 toneladas).
2.000 - tripulação e aeronaves a bordo
Dá para dizer que espaço não vai faltar no France Libre - e muito. O novo porta-aviões francês poderá levar até 2.000 marinheiros.
E não para por aí: extremamente robusto, o France Libre terá capacidade para embarcar 30 aviões de combate (incluindo Rafale e NGF), uma aeronave radar Hawkeye, além de helicópteros, drones e sistemas de proteção. Mesmo com esse pacote todo, ele deverá navegar a 27 nós (50 km/h), mantendo o padrão do seu antecessor. Nada mal.
3 - catapultas eletromagnéticas
Esse é o número de catapultas eletromagnéticas previstas a bordo do France Libre. Com isso, o navio vai incorporar uma tecnologia moderna de lançamento de aeronaves, de projeto norte-americano, que atualmente apenas os Estados Unidos e a China possuem.
Essas catapultas eletromagnéticas são descritas como mais eficientes, menos volumosas e com promessa de oferecer uma potência de lançamento mais precisa para os aviões de combate.
10 bilhões de euros - custo do projeto
Um projeto militar desse tamanho, inevitavelmente, custa caro. O France Libre tem um custo estimado em 10 bilhões de euros.
Para Emmanuel Macron, trata-se de um “investimento da nação para sua independência, sua soberania”, com a promessa de gerar empregos na França e desenvolver competências estratégicas no país.
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