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Apple pode apostar no Gemini do Google para a nova versão da Siri em 2026

Jovem sentado em casa segurando smartphone com ícone digital de segurança e privacidade flutuando.

A Apple estaria prestes a fechar uma parceria com o Google para sustentar a próxima geração da Siri, com lançamento previsto para 2026. Segundo as informações que circulam, a empresa de Cupertino consideraria assinar um acordo que incluiria um pagamento de quase US$ 1 bilhão por ano para usar uma versão modificada do Gemini como base tecnológica do assistente.

Siri da Apple com Gemini do Google: um acordo bilionário em negociação

Desde que a Apple apresentou, em 2024, a visão de uma Siri reformulada - prometendo mudar a forma como as pessoas usam o iPhone e seus aplicativos - a empresa segue trabalhando no produto. De acordo com diversas especulações, a Apple teria avaliado dois caminhos principais para chegar a esse resultado:

  • Desenvolver tudo internamente, com tecnologias próprias;
  • Recorrer à IA de uma empresa terceirizada, incorporando modelos já existentes ao novo Siri.

As revelações mais recentes reforçam a hipótese de que a segunda opção ganhou força - e que o parceiro escolhido pode ser o Google.

Bloomberg e Mark Gurman apontam o Gemini como base do novo Siri

Anteriormente, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg (frequentemente citado por acertar informações sobre produtos futuros da Apple), já havia indicado que a nova Siri poderia se apoiar nos modelos Gemini do Google. Em uma atualização mais recente, Gurman trouxe novos detalhes sobre como esse possível acordo seria estruturado.

Conforme publicado pela Bloomberg, a Apple estaria perto de concluir o entendimento com o Google, incluindo:

  • Um pagamento anual de aproximadamente US$ 1 bilhão;
  • O uso de uma versão adaptada do Gemini para “impulsionar” a nova Siri.

A Apple também teria considerado tecnologias oferecidas pela OpenAI e pela Anthropic, mas, ao que tudo indica, teria inclinado a decisão para a solução do Google.

Lançamento previsto em 2026

Se a parceria se confirmar, a expectativa é que a nova Siri represente um salto significativo em capacidade frente ao que a Apple entrega hoje. Um dos pontos citados nas informações é o tamanho do modelo: a versão do Gemini que o Google ofereceria à Apple teria cerca de 1,2 trilhão de parâmetros, enquanto a IA atualmente usada pela Apple no Apple Intelligence teria aproximadamente 150 bilhões de parâmetros.

Ainda assim, vale tratar esses dados com cautela até que haja confirmação oficial. O que a Apple já comunicou publicamente é o cronograma: a nova Siri, que teria sido planejada para estrear neste ano, foi adiada e deve chegar em 2026. Mais recentemente, durante a apresentação dos resultados trimestrais, Tim Cook afirmou que a Apple está avançando no desenvolvimento desse novo Siri.

O que essa integração pode mudar no uso diário do iPhone

Caso a Apple realmente use o Gemini como motor de IA, a tendência é que a Siri passe a lidar melhor com solicitações complexas e encadeadas, com respostas mais contextuais e maior capacidade de “entender” o que o usuário quer fazer entre diferentes aplicativos. Na prática, isso pode significar menos comandos rígidos e mais interação natural, com tarefas executadas de ponta a ponta dentro do ecossistema do iPhone.

Privacidade e controle: o ponto sensível de uma IA de terceiros

Uma parceria desse tipo também levanta discussões sobre como a Apple manteria seus padrões de privacidade ao depender de tecnologia externa. Mesmo com um modelo “modificado” do Gemini, a forma de processamento (no dispositivo, na nuvem ou híbrida) e os limites de compartilhamento de dados tendem a ser aspectos centrais para a aceitação do produto - especialmente porque a Apple costuma posicionar privacidade como diferencial do iPhone e do Apple Intelligence.

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