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Seu próximo smartphone pode ter uma bateria grande e durar até 5 dias sem recarregar.

Jovem sorridente usando celular em mesa com caderno aberto e power bank, ao ar livre, com pessoas ao fundo.

Baterias de smartphones de 12.000 mAh e 15.000 mAh estariam a caminho, em desenvolvimento e testes, com potencial para elevar de forma significativa a autonomia dos aparelhos.

A autonomia é um dos pontos mais decisivos na ficha técnica de qualquer smartphone. Por sorte, as tecnologias usadas na fabricação de baterias continuam a avançar. Algumas marcas chinesas já conseguem entregar baterias de smartphones com mais capacidade sem transformar o aparelho em um “tijolo”, mantendo dimensões e peso em níveis parecidos com os modelos atuais.

Há exemplos recentes que ilustram bem essa tendência. O OnePlus 15 teria uma bateria de 7.300 mAh, enquanto o Honor X9d viria com 8.300 mAh, prometendo até três dias de uso.

Esse salto é atribuído a uma tecnologia conhecida como silício-carbono, que aumenta a densidade de energia - ou seja, permite guardar mais carga no mesmo espaço. E, ao que tudo indica, isso é só o começo: pesquisas já procuram elevar ainda mais a energia armazenada sem que o volume cresça de maneira relevante. Nesse cenário, não seria absurdo imaginar smartphones “convencionais” com baterias massivas de 15.000 mAh, algo que chega a ser três vezes a capacidade de alguns aparelhos atuais.

Novas baterias já estariam em testes (12.000 mAh e 15.000 mAh)

Segundo uma publicação desta semana, o site Phone Arena repercutiu uma fonte na rede social chinesa Weibo. A informação diz que uma bateria de produção com 12.000 mAh já estaria em fase de testes. Além disso, haveria também testes com uma alternativa de 15.000 mAh, mas, nesse caso, o componente ainda seria um protótipo.

A mesma fonte não revela qual empresa está por trás dessas baterias gigantes. Ainda assim, como observou o Phone Arena, existe uma boa chance de a iniciativa estar relacionada à Realme.

Realme e a corrida por baterias de 15.000 mAh em smartphones

Isso porque, neste ano, a Realme apresentou um conceito de smartphone equipado com bateria de 15.000 mAh, com promessa de alcançar cerca de cinco dias de uso sem recarga. Não seria surpresa se a marca decidisse transformar esse conceito em um produto comercial de verdade.

Se a Realme realmente lançar um aparelho desse tipo, a movimentação tende a fazer sentido também do ponto de vista competitivo: é provável que outras marcas chinesas sigam o mesmo caminho para não ficar para trás.

O que pode mudar na experiência de uso com baterias tão grandes

Com 12.000 mAh ou 15.000 mAh, o ganho mais óbvio seria reduzir a ansiedade de ficar procurando tomada e, em muitos casos, passar vários dias longe do carregador - especialmente para quem usa o smartphone como GPS, câmera, hotspot e ferramenta de trabalho.

Ao mesmo tempo, a capacidade maior pode trazer novas discussões sobre recarga: mesmo com carregamento rápido, baterias maiores costumam exigir mais tempo (ou mais potência) para encher totalmente. Na prática, fabricantes podem apostar em estratégias como carregamento inteligente, limitação de carga em certas condições e optimizações de software para preservar a vida útil da bateria e manter a experiência consistente no dia a dia.

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