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Tudo começa com um e-mail da Receita Federal: saiba qual é o golpe que pode sair muito caro.

Homem preocupado usando celular sentado à mesa com computador e documentos ao lado em ambiente claro.

Uma nova onda de golpe está colocando muitos contribuintes franceses na mira.

Nos próximos dias, se você receber um e-mail supostamente enviado pelo Tesouro Público (administração fiscal da França), vale redobrar a atenção. Em um alerta publicado no Facebook, o Ministério do Interior avisou sobre uma mensagem com tom bastante intimidatório que ameaça: “Último lembrete antes da execução da Penhora Administrativa (SATD)”.

Golpe de phishing com “Penhora Administrativa (SATD)” em nome do Tesouro Público

Na prática, trata-se de uma tentativa de phishing que explora o medo - um recurso comum nesse tipo de ataque. A estratégia é simples: assustar o contribuinte com a ideia de que o Estado pode retirar dinheiro diretamente da conta bancária para quitar uma suposta dívida.

Para aumentar a pressão, os criminosos afirmam que existe uma multa de 343 euros, que poderia subir para 675 euros caso a pessoa não “resolva” a situação em 24 horas. O objetivo é levar a vítima a agir por impulso, sem conferir a informação em canais oficiais.

A orientação é clara: não obedeça. As autoridades recomendam não clicar em links presentes nesses e-mails e nunca informar dados bancários. A administração pública não costuma cobrar valores dessa forma. Se surgir qualquer dúvida, o mais seguro é conferir diretamente nos sites oficiais, digitando o endereço no navegador.

Como evitar o pior?

Infelizmente, não é a primeira vez que criminosos se passam pela administração fiscal. No ano passado, também circulou um e-mail que anunciava um suposto reembolso, em letras maiúsculas, prometendo valores entre 150 e 2.000 euros.

A promessa pode parecer atraente para muita gente - ainda mais porque o e-mail geralmente vem acompanhado de um link. É justamente aí que o golpe “vira concreto”: ao clicar, a vítima é redirecionada para um formulário que solicita dados bancários. A partir desse momento, os golpistas já têm o que precisam para tentar roubar o dinheiro.

Para identificar essas fraudes, é importante checar o endereço de e-mail do remetente, que frequentemente apresenta erros de digitação. O domínio legítimo mencionado pelas autoridades é:

  • @dgfip.finances.gouv.fr

Mesmo assim, em caso de suspeita, a melhor prática é entrar diretamente no portal oficial (sem usar o link do e-mail) e verificar se existe alguma pendência real.

Além disso, um cuidado extra que ajuda bastante é ativar autenticação em dois fatores (quando disponível) nas suas contas e manter o celular e o computador atualizados, já que golpes desse tipo muitas vezes se apoiam em páginas falsas bem parecidas com as originais.

Se você caiu no golpe, o que fazer agora?

Se o problema já aconteceu, o primeiro passo é contatar seu banco imediatamente para tentar bloquear/contestar a operação e proteger a conta.

Em seguida, procure a delegacia de polícia ou a unidade da Gendarmeria mais próxima para registrar um boletim de ocorrência.

Por fim, você também pode denunciar a fraude na plataforma do Ministério do Interior dedicada a esse tipo de sinalização: Pharos. Há mais orientações sobre o tema no nosso artigo anterior.

Como medida preventiva para o futuro, vale considerar o uso de alertas de movimentação bancária (notificações por SMS/app) e a revisão periódica das permissões e dispositivos conectados às suas contas - assim, qualquer atividade suspeita tende a ser detectada mais rápido.

Você já foi alvo desse tipo de fraude? Compartilhe sua experiência nos comentários.

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