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O porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln deixou o Mar do Sul da China rumo ao Oriente Médio.

Homem em uniforme naval manipula miniatura de navio sobre mapa enquanto porta-aviões navega ao fundo.

O porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln (CVN-72), da Marinha dos Estados Unidos, deixou o Mar do Sul da China após alguns dias de navegação, encerrando sua atuação na área de responsabilidade da 7ª Frota no Pacífico ocidental. Nas últimas horas, observadores e plataformas de rastreamento marítimo registraram o navio-capitânia atravessando o estreito de Malaca com rumo ao oceano Índico, sinalizando a transição para um novo teatro de operações.

Essa movimentação ocorre depois de ter sido divulgada, em meados da semana passada, a decisão de Washington de reposicionar o Grupo de Ataque do USS Abraham Lincoln para o Oriente Médio, em resposta ao agravamento do cenário de segurança regional associado ao Irã. Assim que a diretriz foi recebida, o porta-aviões iniciou uma retirada gradual de suas áreas de operação no Indo-Pacífico, seguindo em deslocamento para oeste.

USS Abraham Lincoln no estreito de Malaca: saída do Pacífico ocidental

Com base nas informações disponíveis, o USS Abraham Lincoln segue acompanhado por sua ala aérea embarcada, a Carrier Air Wing 9 (CVW-9), e por três destróieres: USS Frank E. Petersen Jr. (DDG-121), USS Spruance (DDG-111) e USS Michael Murphy (DDG-112). Registros de tráfego marítimo indicam que o grupo cruzou o estreito de Singapura e, durante a noite, ingressou no estreito de Malaca, consolidando a saída do Pacífico ocidental.

O estreito de Malaca é um dos principais gargalos marítimos do mundo e, por isso, o trânsito de um Grupo de Ataque de Porta-Aviões costuma ser amplamente acompanhado por sensores civis e militares. Além do valor estratégico, a passagem exige coordenação de navegação e atenção a restrições de tráfego, dada a intensa circulação comercial e a complexidade do ambiente marítimo na região.

Linha do tempo do deslocamento recente

Para contextualizar, o porta-aviões norte-americano havia partido de San Diego em 21 de novembro, acumulando aproximadamente dois meses de desdobramento. Nesse período, o grupo de ataque operou inicialmente no Mar das Filipinas, realizou uma escala em Guam em 11 de dezembro e, na sequência, conduziu operações no Mar do Sul da China, em um momento de elevada atividade naval e aérea no entorno.

Redirecionamento para o Oriente Médio e precedentes recentes

O desvio de rota do USS Abraham Lincoln não é um episódio isolado. Esta é a terceira ocasião, nos últimos anos, em que um grupo de ataque destacado no Indo-Pacífico é enviado antes do previsto ao Oriente Médio em função do deterioramento do ambiente de segurança. No desdobramento de 2024, o próprio Abraham Lincoln já havia sido redirecionado para essa área, e, em junho do ano passado, o Grupo de Ataque do USS Nimitz recebeu uma determinação semelhante.

Esse tipo de reposicionamento costuma refletir a necessidade de reforçar, em curto prazo, capacidades de dissuasão e resposta, como defesa aérea embarcada, projeção de poder e vigilância. Ao mesmo tempo, a mudança redistribui recursos entre teatros, exigindo ajustes no planejamento operacional e na coordenação com aliados e parceiros em ambas as regiões.

Menos porta-aviões dos EUA na Ásia no curto prazo

A saída do USS Abraham Lincoln do Mar do Sul da China reduz temporariamente a presença de porta-aviões dos Estados Unidos na Ásia. No momento, o USS George Washington (CVN-73) permanece como o único porta-aviões norte-americano designado para a região, porém está em período de manutenção em Yokosuka, Japão. Além disso, sua ala aérea embarcada ainda precisa concluir treinamentos e certificações essenciais antes de retomar operações no mar.

Prazo estimado de chegada e ausência de grupo permanente no Oriente Médio

Segundo veículos especializados, o CVN-72 poderia alcançar a área do Oriente Médio em um prazo estimado de cerca de 72 horas. Ainda assim, não há confirmação oficial, até o momento, sobre a data exata de chegada nem sobre o local específico do primeiro posicionamento no novo teatro. A eventual chegada ocorreria em um contexto no qual, conforme informações públicas, não há atualmente grupos de ataque de porta-aviões dos Estados Unidos desdobrados de forma permanente na região.

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