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Apple surpreende e tira a liderança da Samsung no mercado de smartphones em 2025.

Homem sorridente mostrando três smartphones modernos em mesa com laptop e dinheiro em escritório.

Depois de vários anos de crise, o mercado global de smartphones voltou a ganhar fôlego. Os modelos mais caros, em especial, estão em alta - e isso embaralha de novo o ranking dos maiores fabricantes. Uma líder tradicional precisa entregar a coroa, enquanto outras marcas aceleram graças a estratégias bem pensadas e a novas tecnologias.

Mercado de smartphones 2025: o crescimento finalmente voltou

Depois da queda registrada nos anos da pandemia, o setor vai retomando aos poucos a trajetória de alta. Em 2025, as vendas globais de smartphones sobem cerca de 2% em relação ao ano anterior. O número pode parecer discreto, mas, depois das retrações dos últimos anos, ele envia um sinal importante.

O principal motor dessa recuperação são os aparelhos de faixa de preço mais alta. Hoje, muita gente troca de celular com menos frequência. Quando decide renovar, prefere investir em um modelo mais completo, em vez de comprar todo ano um aparelho barato. Quem mais se beneficia com esse comportamento são as marcas premium.

O segmento premium cresce bem mais rápido que o mercado como um todo - e é ele que define quem termina na frente.

Por trás desse movimento também existe um salto tecnológico: câmeras melhores, mais poder de processamento e, sobretudo, novos recursos ligados à inteligência artificial fazem com que os smartphones atuais se destaquem com mais força em relação às gerações anteriores.

Apple supera a Samsung e assume a liderança entre as marcas de smartphones

Há anos, Apple e Samsung travam uma disputa pesada pela primeira posição no mundo. Em 2023 e 2024, as duas ficaram praticamente empatadas, cada uma com cerca de 18% de participação de mercado. Em 2025, esse equilíbrio se rompe: a Apple passa na frente e volta a ocupar, com folga, o topo do ranking.

Segundo dados da consultoria Counterpoint, a Apple chega a 2025 com cerca de 20% das vendas globais de smartphones. O volume de entregas de iPhones cresce aproximadamente 10%. Dois produtos são decisivos nesse resultado:

  • iPhone 16: mantém vendas estáveis ao longo de todo o ciclo de vida e continua sendo a escolha segura para muitos consumidores.
  • iPhone 17: gera um impulso visível logo no lançamento, porque muita gente esperava justamente por esse modelo.

A Apple se beneficia muito do fato de ter conquistado praticamente sozinha o espaço mais caro do mercado. Quem procura um smartphone premium com garantia longa de atualizações e um ecossistema bem integrado costuma acabar no iPhone. Soma-se a isso a chegada de novas funções de IA, que fazem o aparelho parecer mais inteligente, mesmo quando a tecnologia por trás delas é parecida com a da concorrência.

Samsung cai para o segundo lugar - e se destaca na faixa intermediária

Para a Samsung, 2025 é um ano misto. A empresa perde a liderança, mas continua fortíssima, com participação logo atrás da Apple. Os modelos Galaxy A, que representam a linha intermediária mais avançada, têm desempenho especialmente bom.

Esses aparelhos oferecem conjunto sólido, câmeras competentes e telas grandes por valores abaixo dos carros-chefe. Em muitos países onde o consumidor olha o preço com atenção redobrada, a família Galaxy A sustenta boa parte do negócio da Samsung.

Ao mesmo tempo, a Counterpoint também aponta crescimento entre os modelos mais caros: a série Galaxy S25 e os dobráveis, como o Galaxy Z Fold 7, avançam. Os smartphones dobráveis ainda são um nicho, mas ajudam a reforçar a imagem de inovação da Samsung.

A Samsung perde o posto de campeã, mas segue sendo a marca mais versátil, do modelo de entrada ao topo dobrável.

Xiaomi mantém o terceiro lugar e continua sendo a referência em custo-benefício

A terceira posição do ranking global fica novamente com a Xiaomi. A fabricante chinesa alcança cerca de 13% de participação em 2025, praticamente no mesmo nível do ano anterior. Em um mercado instável, manter esse resultado já é uma conquista importante.

A Xiaomi segue apostando em uma linha ampla, que vai de aparelhos baratos de entrada até modelos premium com câmeras de ponta. Em várias regiões, a marca ainda é vista como a que oferece a relação preço-benefício mais agressiva. Isso sustenta uma procura forte, principalmente na Europa, na Índia e em partes do Sudeste Asiático.

Os vencedores discretos: Nothing e Google avançam com força

Fora do trio principal, dois nomes chamam atenção em 2025 por crescerem bastante e ocuparem espaço no radar do setor.

Nothing ganha destaque com crescimento recorde

A marca ainda jovem Nothing registra, segundo a Counterpoint, alta de cerca de 31% em comparação com 2024. Para uma empresa que está no mercado há poucos anos, o avanço é expressivo.

O principal responsável por isso é o Nothing Phone 3. Muitos admiradores aguardavam esse lançamento, já que a fabricante construiu uma identidade própria com traseiras transparentes, software minimalista e efeitos de LED chamativos. Isso atrai quem se cansou de aparelhos visualmente parecidos e quer um smartphone com personalidade diferente.

Google Pixel cresce puxado pela estratégia de IA

A Google também tem motivos para comemorar em 2025: as vendas dos smartphones Pixel sobem cerca de 25%. A empresa de Mountain View aposta de forma direta em inteligência artificial como argumento comercial.

Recursos como edição automática de fotos, melhor reconhecimento de voz, traduções ao vivo e assistentes inteligentes funcionam diretamente no aparelho e são bastante destacados na publicidade. Na prática, o usuário percebe ganhos claros no dia a dia: as fotos saem melhores com mais frequência, o ruído de fundo cai nas chamadas e o celular entende comandos falados com muito mais precisão.

A Google mostra o quanto a IA pode virar um argumento real de compra - e não apenas um termo de marketing.

Por que os smartphones premium ditam o ritmo do mercado

Os números atuais deixam claro que, sobretudo, os aparelhos mais caros estão movendo o mercado. Há vários motivos por trás disso:

  • Uso mais longo: os consumidores ficam com o smartphone por três a cinco anos, então faz sentido investir em um modelo superior.
  • Suporte de software: os aparelhos premium recebem atualizações e patches de segurança por mais tempo.
  • Avanços técnicos perceptíveis: qualidade de câmera, brilho da tela e autonomia de bateria melhoram principalmente no segmento topo de linha.
  • Recursos de IA: muitos recursos estreiam primeiro nos modelos carro-chefe.

Para os fabricantes, essa faixa é especialmente lucrativa. As margens são maiores e, quando uma marca ganha espaço aqui, consegue investir mais em pesquisa e marketing. Isso também ajuda a explicar por que a Apple, com foco tão claro em aparelhos caros, leva vantagem sobre muitos rivais neste momento.

Nuvens no horizonte: risco de estagnação a partir de 2026

Mesmo com o bom desempenho de 2025, analistas do setor enxergam 2026 com mais cautela. O diretor de pesquisa da Counterpoint acredita que o mercado deve mais ou menos se estabilizar - ou até encolher um pouco.

Um dos principais entraves é a escassez de chips de memória, especialmente de memória RAM. Aplicações de IA, tanto nos smartphones quanto nos centros de dados, consomem volumes enormes de memória. A produção está com dificuldade para acompanhar a demanda crescente.

Se os preços da memória sobem, os smartphones ficam automaticamente mais caros. Nesse cenário, os fabricantes precisam escolher: repassar o aumento para o consumidor ou cortar recursos e qualidade. As duas opções trazem riscos - ou os clientes mais sensíveis a preço desistem da compra, ou o produto perde apelo diante da concorrência.

O que isso significa para quem compra no Brasil

Para o consumidor brasileiro, essas tendências têm efeitos bem práticos. Quem está pensando em trocar de celular precisa considerar que os preços podem subir nos próximos anos, principalmente nos modelos com mais memória e recursos avançados de IA.

Ao mesmo tempo, a oferta de aparelhos interessantes cresce: do estiloso Nothing Phone 3 aos Pixel da Google, fortes em IA, passando pelas linhas conhecidas de Apple, Samsung e Xiaomi, a variedade nunca foi tão grande. Quem reserva alguns dias para comparar avaliações antes de comprar consegue escolher com mais precisão um modelo compatível com o tempo de uso desejado, com o orçamento disponível e com as funções que realmente importam.

Outro ponto que muita gente subestima é a questão das atualizações. Um aparelho que recebe novas versões do Android ou do iOS e patches de segurança por quatro a sete anos continua mais seguro e útil por muito mais tempo. Nisso, as diferenças entre as fabricantes são grandes - e, no longo prazo, isso pesa mais do que uma pequena diferença de preço na hora da compra.

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