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Project Toscana: o novo sistema de rosto do Pixel 11 quer alcançar o Face ID

Pessoa segurando celular com aplicativo aberto para reconhecimento facial, laptop aberto ao fundo em mesa de madeira.

Há anos, o Face ID do iPhone é visto como referência quando o assunto é desbloqueio facial por reconhecimento do rosto. Quem usa um smartphone Android, por outro lado, conhece bem as limitações das soluções disponíveis até aqui - principalmente quando a luz é fraca. Agora, começam a surgir os primeiros detalhes de um projeto que promete justamente acabar com esse antigo incômodo da Google.

Um novo sistema de rosto para reduzir a enorme desvantagem da Google

Nos bastidores, a iniciativa aparece sob o codinome “Project Toscana”. Apesar do nome discreto, o que se esconde ali, segundo relatos de fontes internas, é um sistema totalmente repensado de reconhecimento facial, desenhado para fazer uma coisa acima de tudo: funcionar com consistência - tanto sob sol forte quanto no escuro, quando só a TV ilumina o ambiente.

Atualmente, o sistema está sendo preparado para a futura geração do Pixel 11, mas também já vem sendo testado em Chromebooks. Com isso, a Google não mira apenas um smartphone topo de linha, e sim uma base biométrica comum para todo o seu ecossistema de hardware.

Project Toscana deve, segundo testadores, funcionar tão rápido quanto o Face ID do iPhone - e isso até em quase total escuridão.

Pelo que indicam os vazamentos, a empresa parece apostar em sensores adicionais além da câmera frontal convencional, muito provavelmente com tecnologia infravermelha. Nada disso foi confirmado oficialmente, mas diferentes rumores do outono de 2024 já mencionavam uma câmera IR escondida sob a tela em um protótipo do Pixel 11.

A longa história da Google com o reconhecimento facial

A história fica ainda mais interessante quando se observa como a companhia lidou de forma irregular com esse tema até agora. A primeira grande tentativa veio com o Pixel 4, lançado em 2019.

Pixel 4: começou forte, mas foi descontinuado de forma brusca

No Pixel 4, a Google reuniu vários componentes ao mesmo tempo:

  • reconhecimento facial em 3D com sensores de profundidade
  • chip de radar para detectar movimentos
  • sensores infravermelhos para melhorar os resultados em pouca luz

Do ponto de vista técnico, o conjunto era impressionante e, em alguns aspectos, até mais rápido do que a solução do iPhone. Mesmo assim, o sistema desapareceu já no Pixel 5. Não houve explicação detalhada nem um plano claro divulgado, o que deixou muitos usuários frustrados.

Uma das razões provavelmente foi o fato de o sensor de radar ocupar espaço e ter custo elevado. Ao mesmo tempo, fabricantes e consumidores queriam bordas de tela cada vez mais finas. Assim, o ambicioso sistema facial acabou sendo aposentado sem cerimônia e substituído por um leitor de impressão digital tradicional.

Pixel 7 a 10: retorno em versão limitada

Com o Pixel 7, o reconhecimento facial voltou - desta vez como uma solução baseada apenas na câmera, sem sensores de profundidade extras. O desempenho era razoável enquanto havia luz suficiente. Já no fim da tarde ou dentro de um cinema, porém, o aparelho rapidamente mostrava suas limitações.

Modelos posteriores, como Pixel 8, 9 e 10, aprimoraram o software e receberam certificação para que os usuários também pudessem desbloquear Google Pay e aplicativos bancários. Ainda assim, a fraqueza principal permaneceu: quando a iluminação é insuficiente, é preciso recorrer de novo ao sensor de digital na parte frontal ou digitar uma senha PIN.

É exatamente essa fragilidade - a dependência de luz nas soluções baseadas apenas em câmera - que agora está no centro do Project Toscana.

O que testadores relatam sobre o Project Toscana

Segundo um testador anônimo citado pelo portal Android Authority, a Google avaliou recentemente a nova tecnologia em Mountain View em situações reais. Os participantes receberam um aparelho Pixel com um simples furo na tela para a câmera de selfie, além de dois Chromebooks, nos quais os sensores extras ainda estavam claramente aparentes na parte externa.

Os testes ocorreram em cenários de iluminação muito diferentes: de uma sala de escritório bem iluminada até ambientes praticamente totalmente escuros. O veredito da fonte é direto: velocidade e confiabilidade estariam no nível do Face ID, e em ambientes com pouca luz o desempenho seria até muito superior ao que os modelos atuais da linha Pixel conseguem entregar.

Há ainda um detalhe curioso: os protótipos passam a impressão de que os sensores adicionais desapareceriam sob a tela na versão final. Isso indicaria que a Google tenta oferecer biometria potente sem aceitar o custo visual de entalhes grandes ou bordas largas.

Pixel 11 como vitrine, Chromebooks como porta de entrada

O lançamento do Pixel 11 é atualmente esperado para agosto de 2026. Observadores do setor acreditam que o Project Toscana será um dos destaques técnicos da apresentação, de modo semelhante ao impacto que o Face ID teve no iPhone X.

Também chama atenção o uso simultâneo em Chromebooks. Um sistema facial de alto nível em notebooks e conversíveis traria várias vantagens:

  • Login mais rápido: basta abrir o dispositivo para a tela ser desbloqueada automaticamente.
  • Mais proteção no escritório: ao se afastar rapidamente do posto de trabalho, o sistema bloqueia o acesso com mais agilidade.

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