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Interflora foi multada em 3,1 milhões de euros.

Mulher de terno fala ao celular em escritório moderno com vaso de flores e documentos sobre mesa branca.

A empresa Interflora acaba de receber uma multa administrativa no valor total de 3.166.380€, com precisão absoluta. Explicamos.

Há muitos anos, a Interflora se firmou como a opção floral dos franceses, seja em um encontro romântico, no Dia das Mães ou em uma lembrança de última hora. Com sua rede de floristas e suas entregas rápidas, a marca acompanha cada momento importante, e milhões de lares recorrem a ela com frequência para transmitir mensagens em forma de buquês. À primeira vista, nada disso parecia despertar a atenção da Direção-Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão às Fraudes (DGCCRF), mas despertou...

Interflora é duramente punida pela repressão às fraudes

Na terça-feira, 18 de novembro, os serviços de concorrência, consumo e repressão às fraudes da DDPP do Ródano aplicaram à Interflora uma multa administrativa de 3,16 milhões de euros por descumprimento de determinadas disposições do Código de Defesa do Consumidor.

No detalhe, a empresa é acusada, entre outras coisas, de cobrar uma opção extra sem o consentimento explícito do consumidor. Ao fazer o pedido no site da Interflora, o serviço pago “Interflora+” vinha selecionado automaticamente por meio de uma caixa previamente marcada.

Desse modo, clientes menos atentos podiam ver essa opção paga ser acrescentada sem terem manifestado claramente sua concordância, em violação ao princípio do consentimento livre e informado. Em agosto passado, foi o gigante Fnac Darty que havia sido alvo da mesma DGCCRF, com uma multa de quase 4 milhões de euros.

E esse não é o único ponto levantado contra a Interflora: a DGCCRF também apontou falta de informação sobre o direito de inscrição na lista de oposição ao telemarketing telefônico (Bloctel).

Na prática, a Interflora não informava aos consumidores que eles podiam se cadastrar gratuitamente na lista Bloctel para recusar abordagens comerciais por telefone. Essa omissão deixava os clientes sem uma proteção considerada essencial contra ligações indesejadas.

Desde este verão, a DGCCRF (Direção-Geral da Concorrência, do Consumo e da Repressão às Fraudes) decidiu apertar o cerco contra os operadores de telemarketing.

A partir de agora, o órgão não hesita em divulgar os nomes das empresas que infringiram a lei, para reduzir, tanto quanto possível, as ligações não solicitadas feitas a particulares por empresas que buscam oferecer serviços ou produtos.

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