Uma nova técnica de ataque, capaz de assumir o controle de centenas de milhões de aparelhos iOS, já circula pela web e acende um alerta importante para usuários de iPhone. Diferentemente de invasões altamente direcionadas, esse método amplia de forma preocupante a superfície de ataque e pode expor muita gente a perdas graves de dados.
Na quarta-feira, pesquisadores do Google e das empresas de cibersegurança iVerify e Lookout apresentaram a solução batizada de DarkSword, que foi distribuída por meio de portais infectados. Na prática, a falha não compromete as versões mais recentes do iOS, mas funciona em versões anteriores ao iOS 18, o que significa que ela pode afetar cerca de um quarto dos iPhones em circulação - ou seja, milhões de usuários.
Citado pela Wired, Rocky Cole, cofundador e CEO da iVerify, resumiu o perigo com clareza: “Um grande número de usuários de iOS poderia ter todos os seus dados pessoais roubados simplesmente ao visitar um site popular”.
Apple trata a ameaça ao iPhone com máxima seriedade
O DarkSword foi criado para extrair dados de iPhones vulneráveis, incluindo senhas, fotos, registros do iMessage, WhatsApp e Telegram, histórico de navegação, informações de calendário e notas. Além disso, o ataque também consegue capturar credenciais de carteiras de criptomoedas pertencentes aos usuários.
Segundo os veículos que repercutiram o caso, o mecanismo de invasão teria sido desenvolvido por um grupo apoiado pelo Estado russo. Ele teria sido incorporado inicialmente a sites legítimos da Ucrânia, mas já teria se espalhado para páginas em outros países, como Arábia Saudita, Turquia e Malásia. A simples presença dessa ameaça na internet também aumenta o risco de outros criminosos tentarem reutilizá-la em novas campanhas.
Um porta-voz da Apple informou ao veículo norte-americano que as equipes de segurança da empresa, espalhadas pelo mundo, trabalham “sem parar para proteger os aparelhos e os dados dos usuários”.
Ele acrescentou que a empresa de Cupertino já liberou atualizações de segurança para barrar o DarkSword, incluindo correções emergenciais lançadas na semana passada para dispositivos mais antigos que não conseguem executar o iOS 26.
O mesmo porta-voz concluiu com um alerta direto: “Manter os softwares atualizados continua sendo a medida mais importante que os usuários podem adotar para garantir o nível mais alto possível de segurança em seus dispositivos Apple”. Por isso, vale reforçar a atenção e instalar, sempre que possível, as versões mais recentes de segurança disponibilizadas pela marca.
Em ataques desse tipo, a proteção não depende apenas de uma atualização isolada. É importante também evitar links suspeitos, desconfiar de páginas que pedem permissões incomuns e revisar com frequência as configurações de privacidade e acesso do aparelho.
Para quem guarda informações sensíveis no iPhone - seja em mensagens, notas, fotos ou carteiras digitais - a prudência precisa ser redobrada. Uma postura cuidadosa no uso diário, somada às correções de segurança da Apple, reduz bastante as chances de exploração por ameaças como essa.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário