OpenAI encerra e redistribui áreas experimentais
Vários executivos-chave que estavam à frente das frentes experimentais da OpenAI estão deixando a empresa. Na sexta-feira, Kevin Weil, que liderava a iniciativa AI for Science, e Bill Peebles, responsável pela equipe que criou o gerador Sora, anunciaram suas saídas. As mudanças acontecem enquanto a companhia revisa sua estratégia para dar mais peso a produtos mais práticos e voltados ao mercado corporativo.
A saída deles coincide com a decisão da OpenAI de reduzir projetos paralelos que não fazem parte do foco principal de produtos. Entre eles estão Sora e a frente científica OpenAI for Science. Segundo fontes, o Sora consumia grandes volumes de capacidade computacional e custava à empresa cerca de $1 milhão por dia, o que levou ao encerramento do projeto no mês passado.
A OpenAI for Science trabalhava no desenvolvimento da plataforma Prism, um ambiente criado para acelerar pesquisas científicas com o uso de IA. Agora, essa área foi praticamente desfeita e seus recursos estão sendo distribuídos entre outras equipes de pesquisa, enquanto o produto em si é descontinuado.
Kevin Weil afirmou que o trabalho nessa frente foi “dois anos de uma experiência que expandiu a mente” e destacou que acelerar descobertas científicas será um dos principais efeitos positivos do avanço da AGI. Ao mesmo tempo, a equipe passou por alguns episódios de grande repercussão, entre eles declarações equivocadas sobre a capacidade do modelo GPT-5 de resolver problemas matemáticos, que depois foram desmentidas.
Um dia antes do anúncio de sua saída, a equipe de Weil apresentou o modelo GPT-Rosalind, voltado para tarefas de biomedicina e desenvolvimento de medicamentos. Ainda assim, o grupo de pesquisa agora está sendo incorporado a outras divisões da OpenAI.
Ao comentar o encerramento do Sora, Bill Peebles disse que o projeto teve impacto perceptível na indústria e ajudou a estimular investimentos em geração de vídeo com IA. Ele também afirmou que “esse tipo de desenvolvimento exige liberdade em relação ao vínculo rígido com o produto principal da empresa e a entropia no ambiente de pesquisa, que é necessária para o desenvolvimento de longo prazo dos laboratórios”.
Paralelamente, também está deixando a OpenAI o diretor técnico de aplicações corporativas, Srinivas Narayanan, que, segundo a Wired, sai para dedicar mais tempo à família. Isso amplia a série de mudanças de pessoal na área ligada aos produtos corporativos da empresa.
No plano estratégico, a OpenAI está reforçando sua atenção ao segmento enterprise e às ferramentas de programação. As frentes experimentais, incluindo Sora e Prism, estão sendo encerradas ou integradas aos produtos centrais da companhia, como as plataformas de coding e o futuro ecossistema universal.
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