EUA querem ter energia nuclear pronta para pouso na Lua até 2030
Os Estados Unidos pretendem iniciar, nos próximos 3 a 4 anos, o desenvolvimento e os testes de reatores nucleares voltados ao espaço. De acordo com uma nova nota de política da Casa Branca, a NASA em breve lançará um programa para criar um reator de potência média com uma versão destinada à superfície lunar - e o sistema deverá estar pronto para lançamento até 2030. Ao mesmo tempo, a agência também recebeu a missão de desenvolver uma versão espacial da instalação para demonstrar a propulsão elétrica nuclear.
Segundo o documento, a NASA trabalhará com vários contratados, que deverão levar o projeto até a fase de design preliminar e de testes em solo, comprovando que o equipamento funciona como previsto. A Casa Branca, por sua vez, aposta em concorrências paralelas da NASA e do Departamento de Defesa dos EUA para levar, nos próximos anos, sistemas de energia nuclear de baixa e média potência para o espaço e para a Lua, deixando para os anos 2030 reatores mais potentes.
A prioridade está em soluções padronizadas: os reatores para energia lunar e para propulsão elétrica nuclear deverão compartilhar elementos comuns, incluindo o combustível e parte da plataforma de hardware, sempre que isso for possível. A potência média dessas soluções precisa garantir no mínimo 20 kW. Também está sendo avaliada uma opção mais compacta - um reator com pelo menos 1 kW.
A iniciativa foi apresentada publicamente por Michael Kratsios, chefe do escritório de política científica e tecnológica da Casa Branca. Ele associou o projeto à agenda do governo Trump de reforçar a liderança americana no espaço e afirmou que a energia nuclear é indispensável para manter uma presença humana sustentada na Lua, em Marte e além.
A Rússia também trabalha com instalações nucleares para a Lua e para um rebocador espacial. De acordo com os dados mais recentes, a montagem da instalação nuclear energética russa na superfície lunar está prevista para começar em 2032.
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