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Nos EUA, foi criada uma bateria nuclear que funciona por mais de 100 anos.

Cientista em laboratório analisando lente ou equipamento óptico com tabela periódica ao fundo.

A energia é gerada pelo decaimento radioativo do níquel-63

A norte-americana NRD LLC, que atua com materiais nucleares, apresentou a bateria de estado sólido NBV e a descreve como uma fonte de energia com vida útil superior a 100 anos sem recarga nem manutenção. O dispositivo foi criado para eletrônicos de consumo ultrabaixo, usados em locais remotos, de difícil acesso ou perigosos para intervenções de serviço.

Na NBV, a energia é produzida a partir do decaimento radioativo do níquel-63 e, em seguida, convertida em corrente elétrica. A empresa destaca que a bateria tem uma construção totalmente selada e em estado sólido, o que a torna adequada para cenários em que trocar baterias convencionais é praticamente inviável.

Segundo a NRD, a NBV entrega potência de 5 a 500 nanowatts. Com dimensões de 20 × 20 × 12 mm, o dispositivo se enquadra na categoria de fontes de alimentação para sistemas de altíssimo baixo consumo. Ele pode ser usado em sensores, registradores de dados, sistemas de monitoramento, telemetria industrial, sensores ambientais e outros equipamentos que precisam de um fluxo contínuo, porém mínimo, de energia.

A empresa também afirma que a bateria pode ser útil em plataformas autônomas com IA, sistemas de segurança e pontos remotos de controle de infraestrutura. Até agora, porém, a NRD não divulgou detalhes sobre o cronograma de lançamento comercial nem sobre a produção em escala.

A vida útil declarada depende do período de meia-vida do níquel-63, mas o desempenho real será definido pela eficiência do projeto, pela blindagem de proteção e pelas particularidades da integração em cada equipamento.

Vale lembrar que, ainda em 2024, a chinesa Betavolt Technology apresentou uma bateria de tamanho semelhante baseada em níquel-63, também projetada para funcionar por cerca de 100 anos.

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