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Outra função útil da Intel pode não evoluir: os novos CPUs Core Ultra 200K Plus suportam Binary Optimization Tool, mas só em 12 jogos.

Jovem usando computador com gráfico de crescimento na tela em ambiente claro e organizado.

Ganho de 1% a 22% com o Intel Binary Optimization Tool

Os processadores Intel Core Ultra 200K Plus que chegaram há poucos dias se saíram muito bem, mas isso se deve, прежде de tudo, aos preços bem mais baixos. Ainda assim, eles também trazem novidades técnicas, e uma delas é o Intel Binary Optimization Tool. Por enquanto, não dá para tratá-lo como uma carta decisiva, mas essa é uma tecnologia que pode fortalecer bastante os CPUs da Intel no futuro.

A própria Intel afirma que o BOT é um recurso adicional que otimiza softwares para iniciar jogos e aplicativos de forma mais eficiente no hardware da Intel. Ele se baseia na função Application Performance Optimization (APO), que já havia sido disponibilizada antes.

O site TechPowerUp explica isso com mais detalhes:

O PC é, essencialmente, um amplo conjunto de arquiteturas x86: plataformas concorrentes, consoles, processadores de gerações mais antigas. Muitas vezes, os desenvolvedores só encontram tempo para otimizar uma ou duas microarquiteturas, ou então não otimizam nada, o que significa que alguns processadores nunca chegam ao seu potencial máximo. A Intel BOT foi criada para preencher essa lacuna.

Pense nisso como uma camada de tradução: não para compatibilidade (o código já funciona), mas para ganho de desempenho. A Intel pega partes do código de máquina do arquivo executável e as reestrutura para que elas passem de forma mais eficiente pelo pipeline do CPU.

Dentro do sistema, a ferramenta da Intel perfila a carga de trabalho em nível microarquitetural para identificar onde o código compilado deixa IPC na mesa. Isso acontece nos laboratórios da Intel, e não no seu PC. Se o arquivo binário não alcança a eficiência máxima, a Intel usa otimização pós-link para criar um código de máquina reestruturado, com melhor densidade de instruções. O código-fonte não é usado, não há descompilação nem engenharia reversa, o desenvolvedor não precisa intervir e o arquivo binário original no disco nunca é alterado. Em vez disso, quando você ativa o perfil e reinicia o sistema, um serviço em modo de usuário acompanha os arquivos binários relevantes e redireciona virtualmente a execução para caminhos otimizados - de forma parecida com a substituição de shaders da GPU, quando o driver da GPU vem com shaders otimizados para muitos jogos e eles são trocados em tempo real. Para ficar claro: a carga de trabalho continua calculando tudo o que foi feito originalmente - nada é pulado nem reduzido. O trabalho apenas é reorganizado para usar de maneira mais eficiente as unidades de execução de hardware disponíveis.

É importante observar que, por enquanto, ela vem totalmente desativada por padrão. Além disso, assim como ocorre com a APO, só recebem o efeito do BOT os programas e jogos que a própria Intel otimizou. Até agora, são o Geekbench e 12 jogos.

Os testes da fonte mostram que o efeito no benchmark é bem perceptível (7-8%), mas nos jogos a situação não é tão boa. Ainda assim, os autores testaram apenas Cyberpunk 2077, no qual obtiveram um ganho dentro da margem de erro; para esse jogo, porém, a Intel fala em apenas 2%. Em alguns casos, o avanço pode passar de 10% e chegar a até 22%.

Infelizmente, por enquanto só resta especular até que ponto a Intel vai desenvolver esse recurso. A própria APO já existe há bastante tempo, mas até hoje continua compatível apenas com um número muito limitado de jogos.

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