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A tempestade magnética foi mais forte que o previsto. A Terra ainda está sob influência do Sol.

Jovem observa aurora boreal em telhado com laptop e tablet abertos exibindo dados científicos.

Tempestades magnéticas G3: a situação começa a se estabilizar

Depois de quase dois dias de fortes tempestades magnéticas, o quadro geomagnético passou a se normalizar gradualmente. O principal motivo foi a queda acentuada na intensidade do campo magnético interplanetário - foi esse fator que, antes, empurrava os índices da faixa tranquila para a zona crítica. A velocidade do vento solar continua elevada, mas, sem o apoio de outros elementos, já não exerce uma influência tão forte.

O evento geomagnético foi desencadeado por acontecimentos bastante comuns no Sol e, embora sua intensidade real tenha sido prevista como a maior em dois meses, ainda assim superou as expectativas.

Laboratório de Astronomia Solar do IKI e do ISZF

Neste momento, a Terra ainda permanece sob a ação de um fluxo de partículas proveniente de uma coroa escura, por isso pequenas oscilações do campo magnético podem continuar por mais algum tempo.

O episódio mais recente se desenvolveu em duas etapas - nas madrugadas de 20 para 21 e de 22 para 23 de março - e, em ambas, atingiu o nível G3. Isso provocou auroras polares intensas, registradas muito mais ao sul do que nas latitudes habituais, aproximadamente até 50 graus. Relatos de observação chegaram até mesmo de grandes cidades e, em alguns casos, o brilho pôde ser captado em Moscou com equipamento fotográfico.

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